A turma de jornalista formados na Unipac de Teófilo Otoni está aí; peguem seus diplomas, registrem no Ministério do Trabalho e vamos lá! profissão: repórter de jornal, rádio, tevê ou web, escritor, documentaristas, seja lá o que for, ser jornalista é mutio mais, é construção de um mundo novo, com honestidade, visibilidade, pois os indivíduos passam, mas a história fica.
O tempo de escola é ponto de partida, sugestão de bibliografia, projetos e práticas dos primeiros ensaios de comunicação; agora é lida, estudo compromissado consigo, pós-graduçaõ.
A ética pessoal e a poética ficcional vamos aprendendo na tecitura de nossa narrativa-vida, nas navegaçõs inter-ciberespaciais, inter-conexões pelo ciberespaço.
O mundo é aqui e agora: TEEÓTILO OTONI é o começo e fim desse mundo, rodeado de chão, rio, mato e gnete por todos os lados. O lugar é o onde: ITAMBARUCURI, PADRE PARÁISO, ÁGUAS FORMOSAS, FREI INOCÊNCIO, FREI GASPAR, CAMPANÁRIO, LADAINHA, ALPERCATA, GALILÉIA, ATALÉIA, OURO VERDE DE MINAS, POTÉ, MACACHETA, ÁGUA BOA, ITAÍPÉ, Rios: TODOS OS SANTOS, MUCURI, DOCE E JEQUETINHONHA, banham lugares e gentes,eos peixes estão morrendo de sede de água boa; CAPELINHA, PAVÃO, ÁGUAS FORMOSAS, MEDEIROS NETO. LEJEDÃO, NANUQUE, GOVERNADOR VALADARES e seu Pico do Ibituruna nos VÔOs LIVRE. Cada lugar canta sua liberdade, sua história o falar de seu povo.
DEIXO AQUI UMA REPORTAGEM HISTÓRICA COM UM HOMEM QUE SONHOU UMA SÓ AMÉRICA ... SEU NOME: ERNESTO. DEIXOU SUA FAMÍLIA E A MEDICINA PARA LUTAR POR SEU SONHO E PAGOU COM A VIDA SEU IDEAL DE LIBEDADE.
'CHE', embaixador de Cuba, visita o presidente Jânio Quadros, em Brasília, antes que os militares e a inteligência americana capitalista dessem o golpe de 31 demarço de 1964. Ser Jornalista nesta época era assinar atestatado de morte ou "ser cachorro do governo".
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", algo assim, disse Camões.
Hoje, sugiro que os concurseiros jornalistas lutem por um espaço na Esfera Pública. A opotunidade é o concurso que a Câmara Municipal de Belo Horizonte: veja o site da Fundep <http://www.fundep.br/concursos> ou da CMBH. As inscrições são pela internet (7 a 21 de outubro); taxa R$ 75,00 e salário R$2.990,78 - para 30H de serviços semanais.
Conheci a palarva "concursero" aí, quando visitei a querida jornalista Rúbia Neves e seu artista marido, maestro da Orquestra Santa Cecília, Fernando. Gente Fina é outra coisa. O Aurélio ainda não incluiu o verbo concursar - arrisco concursêro, sem eira nem beira, pois o som do sertão fla mais alto nas minhas preces ao São Glauber.
Em tempos de desemprego de jornalista velho, uma saída é garantir uma "boquinha" e aposentar ou então ... ir prá rua e enfrentar a fera. Como já disseram, se Karl Marx vivesse agora não estudaria o trabalho e sim o desemprego.
Vou fazer uma "boquinha" no café quentinho e fumar meu paieiro enquanto seu lôbo não vem.
Total de visualizações de página
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
EVOÉ, Jornalistas ao vento....
A turma de jornalista formados na Unipac de Teófilo Otoni está aí; peguem seus diplomas, registrem no Ministério do Trabalho e vamos lá! profissão: repórter de jornal, rádio, tevê ou web, escritor, documentaristas, seja lá o que for, ser jornalista é mutio mais, é construção de um mundo novo, com honestidade, visibilidade, pois os indivíduos passam, mas a história fica.
O tempo de escola é ponto de partida, sugestão de bibliografia, projetos e práticas dos primeiros ensaios de comunicação; agora é lida, estudo compromissado consigo, pós-graduçaõ.
A ética pessoal e a poética ficcional vamos aprendendo na tecitura de nossa narrativa-vida, nas navegaçõs inter-ciberespaciais, inter-conexões pelo ciberespaço.
O mundo é aqui e agora: TEEÓTILO OTONI é o começo e fim desse mundo, rodeado de chão, rio, mato e gnete por todos os lados. O lugar é o onde: ITAMBARUCURI, PADRE PARÁISO, ÁGUAS FORMOSAS, FREI INOCÊNCIO, FREI GASPAR, CAMPANÁRIO, LADAINHA, ALPERCATA, GALILÉIA, ATALÉIA, OURO VERDE DE MINAS, POTÉ, MACACHETA, ÁGUA BOA, ITAÍPÉ, Rios: TODOS OS SANTOS, MUCURI, DOCE E JEQUETINHONHA, banham lugares e gentes,eos peixes estão morrendo de sede de água boa; CAPELINHA, PAVÃO, ÁGUAS FORMOSAS, MEDEIROS NETO. LEJEDÃO, NANUQUE, GOVERNADOR VALADARES e seu Pico do Ibituruna nos VÔOs LIVRE. Cada lugar canta sua liberdade, sua história o falar de seu povo.
DEIXO AQUI UMA REPORTAGEM HISTÓRICA COM UM HOMEM QUE SONHOU UMA SÓ AMÉRICA ... SEU NOME: ERNESTO. DEIXOU SUA FAMÍLIA E A MEDICINA PARA LUTAR POR SEU SONHO E PAGOU COM A VIDA SEU IDEAL DE LIBEDADE.
'CHE', embaixador de Cuba, visita o presidente Jânio Quadros, em Brasília, antes que os militares e a inteligência americana capitalista dessem o golpe de 31 demarço de 1964. Ser Jornalista nesta época era assinar atestatado de morte ou "ser cachorro do governo".
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", algo assim, disse Camões.
Hoje, sugiro que os concurseiros jornalistas lutem por um espaço na Esfera Pública. A opotunidade é o concurso que a Câmara Municipal de Belo Horizonte: veja o site da Fundep <http://www.fundep.br/concursos> ou da CMBH. As inscrições são pela internet (7 a 21 de outubro); taxa R$ 75,00 e salário R$2.990,78 - para 30H de serviços semanais.
Conheci a palarva "concursero" aí, quando visitei a querida jornalista Rúbia Neves e seu artista marido, maestro da Orquestra Santa Cecília, Fernando. Gente Fina é outra coisa. O Aurélio ainda não incluiu o verbo concursar - arrisco concursêro, sem eira nem beira, pois o som do sertão fla mais alto nas minhas preces ao São Glauber.
Em tempos de desemprego de jornalista velho, uma saída é garantir uma "boquinha" e aposentar ou então ... ir prá rua e enfrentar a fera. Como já disseram, se Karl Marx vivesse agora não estudaria o trabalho e sim o desemprego.
Vou fazer uma "boquinha" no café quentinho e fumar meu paieiro enquanto seu lôbo não vem.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
PATRONADO
ok voltei de Teófilo Otoni, patrono de 13 jornalistas bem intencionados - dispostos a enfrentar a fera e agarrá-la, com unhas e dentes - e tensionados pelo presente, que como diz Slavoj Zizek, no caderno Mais! da Folha de São Paulo de domingo passado, presente em que "não existe realidade objetiva: nossa realidade consiste em múltiplas históris que nos contamos sobre nós mesmos". Porreta o Zizek, acertou na mosca ao comentar este episódio histórico que envolve imperialists da Rússia pós-soviética e EUA, na disputa pelo heróico Estado moderno da Geórgia.
Pena que o Zizek não estava naquela mesa de colação de grau de 13 jornalistas e dezenas de cientistas da informação, que ganharam, de nobres senhores, seus canudos e o direito de estar na história de seu tempo.
Um leve incômodo pairou na mesa na fala da paraninfa dos jornalistas (Mônica Moreira - teofilotonense da gema, que coordenou o curso de jornalismo da Unipac de Teófilo Otoni, com garra e muito humor). O que ela disse é bastante óbvio, mas é aí que mora o perigo, como dizia Darcy Ribeiro. Mônica lembrou de pequenas coisas, que nos esperam na lida pela vida, entre tantas guerras higiênicas, étnicas, do bem contra o mal, em prol das riquezas petrolíferas e tal, a corrupção, a construção do caráter, a família e "os políticos mulherengos".
Bah! o representante do deputado Bonifácio Andrada, também jornalista, comentou "a boca pequena" com seu vizinho de mesa, diretor da Unipac TO, Márcio Schubert, algo que soou como um grunhido... que eu, particularmente, traduzi como "inconveniência do discurso".
Mas qual discurso convém? a quem? a qual negócio ou instituição? Perguntas que nós, jornalistas, escritores, historiadores, enfim, narradores de nossa época, nos defrontamos no dia-a-dia. Perguntas que geram perguntas a nossas mentes inquietas, nestes textos sem tempo para revisão, nos dead lines da comunicação pós-moderna, instantânea, cabeada em redes virtuais e ... Puff! fugáz.
Na ida, de Belo Horizonte a Teófilo Otoni, cerca de oito horas de janela mostraram um Brasil pintado de verde e azul, sofrendo com os casebres, a terra seca pela falta de chuva, os bois meditativos sob árvore solitária no pasto. Na volta as mesmas horas de janelas, encurtadas pelo sono, silêncio do ronco do motor na rolagem do ônibus pela estrada e escuridão do "lá de fora" onde bois, passarim, gente e mato se cobriam de noite.
No meu peito, de romântico em extinção, revolucionário que acredita na vitória final do povo pela cultura e civilização, os amores que ficaram sorrindo em minha memória naquela cidade, quase na Bahia, criada por alemães, iranianos, libaneses e outras etnias que, colonizadore, exterminaram seus ancestrais "botucudos", índios brasileiros valente, antropófagos, que justificam o gosto e a peculiaridade saborosa da carne de sol, tão farta naquela região, acompanhada de uma cachaça "da boa".
Trouxe comigo o primeiro jornal daqueles jornalistas que fazem a diferença na cidade: "O Arauto dos Vales", publicado em 05 de agosto de 2oo8. Quero comentar no próximo POSTE.
pARa encerrar esta conversa comigo mesmo digo que a placa de aço, contendo o texto e a honra de ser PATRONO destes jovens guerreiros, servirá ao meu neto Felipe, ao mostrá-la a seus netos e contar a história do tempo em que seu avô foi HERÓI DO SERTÃO, sob as bênçãos de São Glauber e Padre Eustáquio.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
JORNALISTAS DE TEÓFILO OTONI
JORNALISTAS NO SERTÃO.
É um sentimento de felicidade e gratidão voltar a Teófilo Otoni, cidade do nordeste mineiro, localizada no vale do Mucuri. Na ocasião, como convidado a ser patrono da primeira turma de Jornalistas da Unipac, curso que coordenei em 2006.
A foto de construção do campus, disponível no portal da Unipac-TO 




segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Vamos lá leitor blogueiro oculto visite o delicado espaço virtual de uma artista da comunicação humana em: O nome dela é Ana Paula. O tamanho e o talento para comunicar o visível e o invisível dão várias braçadas em torno de nossa querida casa Terra. Ana, prá lá e prá cá, anA.
Ela conhece o segredo invisível da luz oculta do "mundo sem luz", e brilha, segue a brilhar, Sampa merece esta pequena grande estrela, que brilha, não para si, como as estrelas globais, mas para os olhos que vêem e sentem.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
MINISTRO POETA
"Caminhando, cantando e ouvindo a canção..."
Gilberto Gil deixa a imagem oficial de Ministro e volta à de artista de seu tempo; confirmando a profecia de Andy Waroh: todos terão os seus 15 minutos de fama. Gil foi ministro da cultura da Republica Federativa do Brasil no segundo mandato do presidente Luis Inácio Lula da Silva, sem sobra de dúvida, o presidente com maior índice de popularidade nas pesquisas.
Gil volta à arte.
ARTE, CULTURA E CIVILIZAÇÃO
Nos idos 70, a chegada de uma nova canção de Gil, Caetano, Milton Nascimento no "clube da esqulina" e Chico B. de Holanda, era esperança para MILHARES de jovens que escapuliram das barras da torturas e das mortes anunciadas nos porões da ditadura militar brasileira.
Muitos jovens foram lançados de helicópteros em alto mar e outros não aprenderam a nadar e foram ao fundo do poço com as drogas ilícitas.
A limpeza étnica, política-ideológica hoje é mais sutil, tem marquete e quem manda é o mercado financeiro globalizado, que não se impõe só pelas fardas e brazões assinalados.
Uma foto do então ministro Gilberto Gil foi publicada na seção dos famosos do msn na véspera de sua despedida docargo público, junto com a foto do jovem músico Thiago Rodrigues, que teve seu instante de fama e protesto:
"Como é que pode? A Polícia Federal vai atrás, prova que os caras estão na corrupção pesada e aí vem o bonitão do Gilmar Mendes e manda soltar. Deve ter o rabo preso. O que esse senhor faz é um absurdo."
Vou falar de legendas pois as fotos "se fu" - deletei - pois têm direito autoral. Mas descrevo-as: A foto do "Tico", que lançava o protesto pelo NÃO estava lá na FAMOSIDADES-GALERIA: ARTISTAS NA POLÍTICA do msn (será que estão arquivadas ?) - junto com as fotos de dois artistas de que reproduzo as legendas:
- "O ator Stepan Nercessian já se afastou de suas atividade da TV Globo para se candidatar à vereador no Rio de Janeiro" e "O cantor Gilberto Gil aceitou o convite do presidente Lula e está à frente do Ministério da Cultura em seu governo" Lembro nesta revisão que a foto do Gil foi publicada pelo msn um dia antes da notícia de sua saída do Ministério da Cultura.
O fato e a imagem são etéreos - ubíquos e sem durabilidade no espaço absurdo do tempo sem tempo midiático. Eu cá nem sabia naquele instante da foto dos famosos do msn se o Gil ficava Ministro! Mas o artista, que não diria "engajado", mas senhor do seu tempo, essa fica, pois ele e seus contemporâneos da Tropicália, da Bossa Nova, da MPB e de outras bandas sonoras dos idos 50/60/70 tinham suas mensagens e indignações próprias e coletivizadas, trazendo à política o pensar, o sentir o mundo como um artista de sua época.
A presença daqueles jovens, preocupados com os destinos do Brasil, no espaço virtual de celebridades diárias do msn, em 25.7.2008 - 18h45 (matéria: "Grupo de artistas protesta contra a política brasileira - Thiago Rodrigues aderiu à campanha feita pelo cantor Tico Santa Cruz"), pode até "cheirar" a marketing político, mas não deixa de ser um eco do protesto nato, que a juventude traz em si e os "maduros", às vezes, perdem o gosto np gozo da velhice.
Pena que a matéria não deu o endereço do blog que propunha um "NÃO" aos políticos e à corrupção naquelas eleições de 2008. Tal utopia cibernética seria REVOLUCIONÁRIA (palavra proíbida na época de Che Guevara) e uma nova "onda" para o rascunho de destino de noss@s net@s.
A foto do Gil Ministro, de terno e gravata, não difere do Gil tropicalista, o sorrizo é o mesmo, a carnavalização da cena, também; o que muda é a pirotecnia das tecnologias da informação e da comunicação, com a maquiagem do poder e da cultura, engrossando o caldo da nossa "geléia geral" brasileira.
O espírito dos jovens artistas, incomodados, em suas idignações, indagações, segue o curso do rio chamado vida em nossa combalida casa chamada Terra.
Arte, Cultura e Educação é o começo da existência política do cidadão brasileiro.
Salve Tico, Thiago e Gil !!!. O que seria das nossas lutas diárias sem a canção, o sol, a chuva e as estrelas, em noite de lua cheia e perfume de rosas, jasmins e madressilvas e a presença do povo na praça da Liberdade?
Gilberto Gil deixa a imagem oficial de Ministro e volta à de artista de seu tempo; confirmando a profecia de Andy Waroh: todos terão os seus 15 minutos de fama. Gil foi ministro da cultura da Republica Federativa do Brasil no segundo mandato do presidente Luis Inácio Lula da Silva, sem sobra de dúvida, o presidente com maior índice de popularidade nas pesquisas.
Gil volta à arte.
ARTE, CULTURA E CIVILIZAÇÃO
Nos idos 70, a chegada de uma nova canção de Gil, Caetano, Milton Nascimento no "clube da esqulina" e Chico B. de Holanda, era esperança para MILHARES de jovens que escapuliram das barras da torturas e das mortes anunciadas nos porões da ditadura militar brasileira.
Muitos jovens foram lançados de helicópteros em alto mar e outros não aprenderam a nadar e foram ao fundo do poço com as drogas ilícitas.
A limpeza étnica, política-ideológica hoje é mais sutil, tem marquete e quem manda é o mercado financeiro globalizado, que não se impõe só pelas fardas e brazões assinalados.
Uma foto do então ministro Gilberto Gil foi publicada na seção dos famosos do msn na véspera de sua despedida docargo público, junto com a foto do jovem músico Thiago Rodrigues, que teve seu instante de fama e protesto:
"Como é que pode? A Polícia Federal vai atrás, prova que os caras estão na corrupção pesada e aí vem o bonitão do Gilmar Mendes e manda soltar. Deve ter o rabo preso. O que esse senhor faz é um absurdo."
Vou falar de legendas pois as fotos "se fu" - deletei - pois têm direito autoral. Mas descrevo-as: A foto do "Tico", que lançava o protesto pelo NÃO estava lá na FAMOSIDADES-GALERIA: ARTISTAS NA POLÍTICA do msn (será que estão arquivadas ?) - junto com as fotos de dois artistas de que reproduzo as legendas:
- "O ator Stepan Nercessian já se afastou de suas atividade da TV Globo para se candidatar à vereador no Rio de Janeiro" e "O cantor Gilberto Gil aceitou o convite do presidente Lula e está à frente do Ministério da Cultura em seu governo" Lembro nesta revisão que a foto do Gil foi publicada pelo msn um dia antes da notícia de sua saída do Ministério da Cultura.
O fato e a imagem são etéreos - ubíquos e sem durabilidade no espaço absurdo do tempo sem tempo midiático. Eu cá nem sabia naquele instante da foto dos famosos do msn se o Gil ficava Ministro! Mas o artista, que não diria "engajado", mas senhor do seu tempo, essa fica, pois ele e seus contemporâneos da Tropicália, da Bossa Nova, da MPB e de outras bandas sonoras dos idos 50/60/70 tinham suas mensagens e indignações próprias e coletivizadas, trazendo à política o pensar, o sentir o mundo como um artista de sua época.
A presença daqueles jovens, preocupados com os destinos do Brasil, no espaço virtual de celebridades diárias do msn, em 25.7.2008 - 18h45 (matéria: "Grupo de artistas protesta contra a política brasileira - Thiago Rodrigues aderiu à campanha feita pelo cantor Tico Santa Cruz"), pode até "cheirar" a marketing político, mas não deixa de ser um eco do protesto nato, que a juventude traz em si e os "maduros", às vezes, perdem o gosto np gozo da velhice.
Pena que a matéria não deu o endereço do blog que propunha um "NÃO" aos políticos e à corrupção naquelas eleições de 2008. Tal utopia cibernética seria REVOLUCIONÁRIA (palavra proíbida na época de Che Guevara) e uma nova "onda" para o rascunho de destino de noss@s net@s.
A foto do Gil Ministro, de terno e gravata, não difere do Gil tropicalista, o sorrizo é o mesmo, a carnavalização da cena, também; o que muda é a pirotecnia das tecnologias da informação e da comunicação, com a maquiagem do poder e da cultura, engrossando o caldo da nossa "geléia geral" brasileira.
O espírito dos jovens artistas, incomodados, em suas idignações, indagações, segue o curso do rio chamado vida em nossa combalida casa chamada Terra.
Arte, Cultura e Educação é o começo da existência política do cidadão brasileiro.
Salve Tico, Thiago e Gil !!!. O que seria das nossas lutas diárias sem a canção, o sol, a chuva e as estrelas, em noite de lua cheia e perfume de rosas, jasmins e madressilvas e a presença do povo na praça da Liberdade?
sexta-feira, 11 de julho de 2008
एम् नॉमिनी दी

Caramba, como a virada dos dias e noites câmbia nossas idéias.
Nos posts anteriores viajei do Papa a Fidel e continuo, aqui, no mesmo lugar. Eu e minha gata "Branca de Neve", que curte o final de tarde na janela; sob o computador, a meus pés, o fiel Duque, cãozinho ciumento e "dono do pedaço", é intrasigente: não admite namoricos com sua "nina" - a gata branquinha.
Volto qui porque estou com fome de escrever, nem importa a quem, pois esse "quem" sai de minhas entranhas e estranha se voltar, pois já não sou o mesmo. Escrever e ver o escrito é lição de correção gramatical. No final das contas tudo depende dessa gramática, tão árdua de estudar e tão vital ao "bem viver", se é que existe o "mau viver".
Passo por aqui e deixo, como rastro, uma imagem comemorativa: a primeira comunhão de meu neto, coincidência: eu e minha mulher fizemos 33 anos de casados neste dia. Benção de Deus! ou o que valha, pois viver só vale a pena "se a alma não é pequena"(Fernando Pessoa)".
Questões que podem estar fora de moda, ou "demodÊ", cmo cantava Roberto Carlos na velha Jovem Guarda, mas casamento e primeira comunhão têm um q diferente no ámbito do conhecimento, experiência única, que hoje, não depende da sociedade impostora, com suas imposturas, mas dos indivíduos e da forma como lidam com suas experiências, amores e fé.
BY BI! BI! ... By, bi! bi!.
O que importa é que significamos aquilo que desejamos significar e aqui quero significar nada, lições do vento ... não há nada de novo sob o sol "mas sob o sol", como diz Maiakovski.
domingo, 9 de março de 2008
24 horas no dia
Está no evangelho (João 11, 1-45) a história de Lázaro, homem ressuscitado por Jesus, 4 dias após sua morte, ante as lágrimas das irmãs Marta e Maria e o escárnio do povo da Judéia. Cristo exortara seus discípulos a desafiar a ira dos homens de Betânia, que o apedrejaram em sua passagem pela cidade, quando ocorreram os sofrimentos de Lázaro.
"O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não topeça, porque vê a lus deste mundo. Mas, se alguém caminha à noite, tropeça, porque lhe falta a luz". A fé, o amor de Cristo e as lágriams de suas irmãs, trouxeram Lázaro de volta à vida. Rompendo as amarras que o adornavam em sua tumba.
Sou um ateu cristão. Acredito na história do ente Jesus Cristo, que foi assassinado pelos homens e tal crime se repete todo dia, há 2000 anos.
Lázaro voltou à vida, não mais o mesmo, a sociedade não aceita o diferente, o sobrenatural, o que está fora dos padrões de normalidade elegidos pelas classes dominantes, pelos poderes constituídos.
Caminhemos, seja de dia ou de noite, o cuidado com as pedras do caminho e com aquela que nos lançam os que não creem em nossos valores podem ser evitadas com a luz, por mais tênue que seja, desde que redobrada nossa atenção.
Jesus nos ensinou a amarmos uns aos outros; condição sine qua non para o Reino de Deus, o Nirvana, para o "viver de morrer, morrer de viver" dito pelo filósofo do fogo e da mudança permante: Heráclito, um mestre anterior a Cristo.
Nossas lágrimas e nosso pranto serão ouvidos por aqueles que amam seus semelhantes e vivem pela revolução, a trasnformação da vida em "festa, trabalho e pão". A hora é essa: agora. Se tivemos uma nova chance qual Lázaro, lutemos para que o milagre não seja em vão, o benefício seja a paixão de Cristo em seu amor pela humanidade.
Pensemos nas amarras de Lázaro, nas prisões da matéria e dos sentimentos egoístas que nos assolam. Ir ao templo por obrigação cristã é pouco para aqueles que querem viver em estado de oração, de atenção e cuidado com as pedras do caminho.
Hoje fui ao templo. Ouvi o silêncio dos crentes e o vazio das palavras do padre Luiz que ecoam nas paredes do santuário de Padre Eustáquio. Os que o viam e ouviam guardaram este silêncio, este vazio do que foi dito e não foi ouvido.
Espero conseguir a graça de ser no presente um ato de vontade e fé na humanidade; conseguir o pão no exercício ético da comunicação pública.
Ateu cristão tenho Cristo nas entranhas.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
anonadas

No terreiro de minha infância existia uma árvore frondosa e rica em frutos e pássaros. Ficava bem grudada nos fundos da casa, onde começava o terreiro, que ia dar num córrego. A fruta, chamada anona, tinha o sabor de nove frutas; suas flores, se abriam em um tripé com perfume de maçã.
E assim vivemos juntos. Subir naquela velha ávore, gangorrar em seus galhos, braços, foram as primeiras viagens de um astronauta que conheceu a cachorra Laika e o triste Gagarim, um dos primeiros heróis da televisão.
Nonada. Hoje aprendo com as rosas do Rosa e viajar ao passado e estar no presente, sem futuro, que não seja o do pretérito imperfeito. De certo, só a morte e a gargalhada do palhaço no circo.
Já havia começado essa história de blog em outras épocas. Se perderam como o efêmero dos bits e bytes. Retomo agora como dever de casa, exercício jornalístico de experiência narrativa seminal.
Conseqüência. A palavra ilustra a imagem que abre este texto; disponível em
O pé de anona não existe mais, o cheiro e a lembrança de seus frutos raros, sim. A casa foi demolida, abriga uma garagem de ônibus.
O perfume colorido e o charme da revolução utópica de Cuba, ao ritmo do merengue, com cuica, berimbau e tambor, no sorvo de um "morrito" fica no ar.
O que somos, ou melhor, o que fazemos do que conseguimos ser?
Meu caro "Mano Velho" trouxe sementes de anonas da Espanha; tentamos cultivá-las em Rio Acima, há 60 km de Belo Horizonte. Nasceram três pés e morreram antes de ser fruta: faltou o calor da "velha casa", o rolar de águas do ribeirão do Yung - que hoje está canalizado sob uma avenida em Juiz de Fora.
Neste primeiro post rendo homenagens ao "velho marinheiro", chefe da ilha da fantasia, que deixou de ser bordel para ser hoje um celeiro de idéias, e sobrevive, apesar da probreza de nosso continente latino-americano.
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)