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quarta-feira, 8 de julho de 2009

LORCA _ INTRANSITIVO AMOR

O AR que respiro REFAZ a VIDA, assim como o silêncio se traduz em SONORIDADES MUSICAIS, POEMAS, GESTOS de CORPO, DESENHOS, PINTURAS, LITERATURAS, FILMES, CARETAS, CARICATURAS etc, na reconstrução do SVER.
crimes de guerra: MATARAM O POETA: "VERDE QUE TE QUERO VERDE", mas não silenciaram seu cantar: FEDERICO GARCIA LORCA (1889 - 1936) VIVE.
No PALAVRA VIRTUAL LORCA se apresenta com "THAMAR y AMNÓN", na voz de CARMEN MAESO.
Q... O SILÊNCIO SEJA UM INSTANTE DA FALA.
Imagem disponível em: http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/arquivos/Lorca2.jpg. Acesso: 08-07-09.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

DIPLOMA EM MOLDURA DE VIDRO

Já foi comum entrar em uma pharmacia e ver, em local visível, o diploma do farmcêutico, este por sinal valia mais que a maioria dos médicos recém-formados, que deixavam a cidadezinha do interior para fazer dinheiro na capital. Ainda penso que o diploma é um papel, como certidão de casamento, divórcio, óbito etc ; tem o peso de um documento qualquer. Agora quando falamos no exercício de um trabalho, muda a cena. O farmacêutico hoje atende o balcão das grandes drogshoppings, pode até ser veterinário, como o dono da farmácia,a gora sem o PH. E o médico pode conseguir seu diploma nalguma destas universidades do interior, que pipocam de acordo com os ventos favoráveis do mercado. Comecei no estudo da Comunicação, que foi chamada Social para efeito de dominação imperialista, mas que tinha sentido em minha vida desde o primeiro espanto que tive, aos 7 anos. A cena tirou-me o sono e o apetite e sacudiu minha alma: ao sair do Grupo Escolar, coorrendo no meio do burburinho de crianças (escolares), passando pelas enxurradas, de uniforme e sapato molhado, e ... em frente à minha casa, um caminhão carregado de sacos de farinha de trigo estava parado na esquina, bebaixo da roda traseira, direita, uma criança atropelada e morta. Formei em 1984 pela Universidade Federal de Juiz de Fora; registro de jornalista, trabalhei dois anos nos jornais Tribuna da Tarde e Tribuna de Minas, de um mesmo dono, como repórter policial. Na redação, o café e a barulhada das máquinas de escrever se misturavam num clima de cumplicidade, amizade e solidariedade. Entre falar de polícia e bandido, preferi arriscar nova cidade. Na capital de Minas fui trabalhar como redador de Produção na TV Minas Cultural e Educativa. Foram 13 anos. O conceito de televisão pública era meu propósito. Em São Paulo, conheci, através dos seminários do SESC - TV Cultura, práticas que surgiam pelo mundo afora. Eram os anos 90; internete era coisa de país rico. Passei pela diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais e "comprei muita bronca" dos jornalistas, colegas, que trabalhavam nas redações das televisões, das rádios e dos jornais. Puxa, que missão, "brigar pelos outros"... cansei, desisti, xinguei, apontei o dedo para o diretor de jornalismo da tv quando ele me oferecia a missão de chefiar a redação: "HIPÓCRITA !" , a verdade dói e jornalismo chapa branca, ou chapa preta, nunca foi meu forte... e nem da minha geração (anos 70). Hoje me ligam cedo: "vc já sabe da última, o diploma de jornalismo acabou". O jovem estudante de jornalismo estava indignado com isso, e eu mais ainda com a exoneração, às ocultas, do irmão do Sarney (assinada com data falsa). Então fui "fuçar" na internet, enquanto não corrijo o trabalho de meus alun@s da pós (esqueci de dizer que minha paixão secreta sempre foi a pesquisa, a ciência, a arte, a religião, o conhecimento, o amor pela humanidade e pela natureza) e descobri notícias "à rodo" e, saltando de link para hiperlink, cai na página da paulistana ANA e seu blog OLHôMETRO; menina faz jornalismo e tem o privilégio de trabalhar, coisa difícil nesta época de desemprego. Portanto, Ana é blogueira por competência e paixão, e consegue um tempo na sua rotina de jornalista de imprensa (que em geral está mais para prensa) para capturar sua audiência com inteligência e competência, pois aporta propaganda em seu blog. Para finalizar este poste quero mandar um abraço para outra ANA, que está em Sampa, mas é mineira da gema, doutorou-se em Portugal e nunca precisou de diploma para mostrar a competência de sua comunicação democrática, comunitária, social. A menina que veio de Lisboa cria blogs como se fossem quitutes ou arrajos florais: Oficina da Delicadeza ... Pastel de Santa Clara ... e agora, desempregada em Sampa, enquanto faz um pós-doutorado, escreve TV Pra Que te Quero!... HAJA FôLEGO para uma comunicadora nata (dava aula para os cegos e tinha um programa de ciência na Rádio Favela, de Belo Horizonte) que sobrevive sem propaganda. Aliás findo com uma pergunta à Ana Paulista do OLHÔMETRO: não seria melhor substituir o qualificativo jornalista por publicista? acho que assim atenderemos os dois motivos da profissão que ora perde o status acadêmico: PUBLICIZAR: TORNAR PÚBLICO, ou obter feed-back, clicks, para ser VENDÁVEL Como dizia o VELHO GUERREIRO, palhaço da televisão, CHACRINHA: "Quem não comunica se trumbica".

sábado, 13 de junho de 2009

metamorfose

Tô nem aí!
me embrenho na blogsfesra, nos jornais online, portais, wikis, twitter, acelaradores de busca e ... num sem fim virtual.
mas o que preciso saber, o que move o meu desejo, a minha ânsia por meias verdades, com o foco na ciência e na ética?
é preciso muita navegação para conhecer a linguagem dos astros, primeiro livro que a humanidade abriu, e presentir os destroços antes que se aproximem os arrecifes.
vejamos: o Google manda alertas - por email - sobre os destaques de noticias como: Zé Dirceu revela o medo da imprensa pelos blogs de cidadãos e empresas, como a Petrobrás, no poste de hoje no blog do Noblat . a foto do ex-ministro do presidente Lula (responsável pelo "bolsa mídia" que democratizou as informações do governo à imprensa em geral) encabeça o libelo contra a censura da grande mídia às liberdades digitais, articulada pela "ANJ e da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV (ABERT)", que, através de "substitutivo do deputado Bispo Gê Tenuta (DEM-SP) ao PL/29, em tramitação nas comissões da Câmara" propõe regulamentar as tv pagas e cerrar portas, portões e porterias da net contra a liberdade midiática, que chegou com a convergência das mídias eletrônicas e digitais. embrenho e me estranho, como na peça publicitária da Coca Cola, feita pelo poeta Fernando Pessoa: "Coca-cola, primeiro se estranha, depois se entranha"; em poucas palavras, ninguém fez melhor que o bardo português.
mesmo aqui, no ciberespaço, caldo profícuo ao "cibercomunismo" e à efetiva inserção pública das comunciações, meu espanto avança temeroso da presunção da fama, seu indistinto perfume súltil, como o "discreto charme da burguesia" satanizado pelo capital internacional no culto das celebridades, das propagandas publicitárias, que se desvela na internet, essa, antítese da sociedade de consumo em massa, em seus filtros de inteligência e práticas de humildade científica.
todo mundo diz o que pode nos espaços credenciados pela fama; anjos e demônios se banqueteiam no poder ditatorial dos números -cliks- para glória e sobrevivência dos portais e blogues oficais, que servem a seus patronos em geral e a seus donos. em particular, esses travestidos de público como todo bom internauta.
prefiro fechar esse poste sobre internet e liberdade de comunicação e informação, sobre bons e maus discursos de ilustres desconhecidos e famosos reconhecidos, com um sinal de alerta do argonauta dos mares inconscientes Fernando Pessoa em:
Um muro de nuvens densas.(1-5-1929):
"...
De resto, nunca sei nada.
Minha alma é a sombra presente
De uma presença passada.
..."
PESSOA, Fernando. 1945. Poesias de Fernando Pessoa. Editorial Ática: Lisboa. 3ªed. pg. 119

sexta-feira, 29 de maio de 2009

MENINA DE LISBOA

O Brasil é do tamanho do Mundo e cabe em Lisboa. Nossos antepassados, de Camões, Pessoa e Padre Vieira, assinalaram, nas penas de Caminha, gestos e solidões de um povo que ama, ama e ama demasiado. Sente saudade e chora. Nossa nudez primitiva é translúcida em nossa alma gentil. Inconfidentes, também fazemos guerra quando o inimigo ateia fogo aos nossos lares.
A inspiração chega com minha amiga Ana Paula Bosler, que chega de Portugal para o desemprego em Sampa; na mala um doutorado e um novo blog , tvpraquetequero. É isso menina, Ana Paula, o Brasil se faz com a garra tupi-guarany, do guerreiro cantado por Gonçalves Dias, Vila Lobos, Dias Gomes, e tantos outros que sambam de carnaval, correm atras da bola na pelada de beira de estrada e não têm medo de nada.
Digo podemos ter medo ... mas "enfrentamos a fera" e não fugimos da luta como os covardes .
Ana, nasci com a televisão, trabalhei treze anos na construção da Televisão Educativa de Minas Gerais (Rede Minas), e continuo seduzido, confundido, apaziguado e enfurecido com a radiação das imagens eletrônicas.
Pergunto: Se o nosso modelo de televisão brasileiro tivesse aprendido com o cinema, o que aliás foi projeto ideal da TV Minas, ao invés de imitar o rádio, poderíamos ter o privilégio de aprender com a televisão ou continuaríamos a repetir o velho Groucho Max: "A televisão é muito instrutiva pois toda vez que alguém liga a tv eu pego um livro e vou ler".
Dedico este post a você ANA PAULA BOSLER - SEJA BENVINDA!
Roubei esta foto sua no post "Defesa de doutoramento" do blog pasteldesantaclara. É para a gente te conhecer melhor, apesar de seu texto blogueiro já atestar tua beleza singela.

sábado, 2 de maio de 2009

CARRANCAS

Rio Preto de águas turvas, profundas, corredeiras parvas e remansos doces. Nas pedras escuras de suas margens, o contido sussurro de Yara, musa sem sexo que se lava no rio em dia de lua cheia. História de pescador. Vale dizer e digo. Podia ficar ali, debaixo da ponte do trem, horas a fio, entre um pilar e outro; Olhos fixos n'água, a certeza de seu rolar para o mar distante, Borbulhar da corrente, silêncio de pássaros e tarde de sol, até que: Como por um reflexo da brisa quente, meu corpo abraça e rio. A luta com a correnteza até o outro vão da ponte. Trabalho duro para braços fracos; coração combalido De amores que não vingaram, de lutas perpétuas, parábolas de justiça, metáforas do ser. Daquela margem não se volta enquanto canoa passa ... Canoeiro se espanta e grita: - Cuidado môço, este lugar é de perigo: redemoinho; sorve a vida pra fundura do rio. O canoeiro segue seu curso no rio. Eu fico a pensar... Se fui pra que voltar? De medo não paro ... é que trago na proa do barco vida Carranca do diabo e não me espantam os demônios do rio. Viver é isso... um canoeiro ... os perigos do rio e o canto da sereia na noite de lua. ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Veja aqui uma pérola digital que resgata o olhar navalha de W. Benjamin nas nervuras da umburana das carrancas do Velho Chico, riomar das Minas Gerais, que sucumbe, à míngua, na lábia dos saqueadores de plantão nos poderes político e econômico do Brasil globalizado, entubados nos corredores dos três poders de Brasília, que só é visível na televisão. Ainda, vale citar o poema de Carlos Drummond de Andrade, postado em OVERMUNDO, na home: "Carrancas: A Cara do São Francisco", de Luis Osete:
Exposição de Carrancas As carrancas do rio São Francisco largaram suas proas e vieram para um banco da Rua do Ouvidor. O leão, o cavalo, o bicho estranho deixam-se contemplar no rio seco, entre cheques, recibos, duplicatas. Já não defendem do caboclo-d'água o barqueiro e seu barco. Porventura vem proteger-nos de perigos outros que não sabemos, ou contra assaltos desfecham seus poderes ancestrais o leão, o cavalo, o bicho estranho postados no salão, longe das águas? Interrogo, prescruto, sem resposta, as rudes caras, os lenhados lenhos que tanta coisa viram, navegando no leito cor de barro. O velho Chico fartou-se deles, já não crê nos mitos que a figura de proa conjurava, ou contra os mitos já não há defesa nos mascarões zoomórficos enormes? Quisera ouvi-los, muito contariam de peixes e de homens, na difícil aventura da vida de remeiros. O rio, esse caminho de canções, de esperanças, de trocas, de naufrágios, deixou nas carrancudas cataduras um traço fluvial de nostalgia, e vejo, pela Rua do Ouvidor, singrando o asfalto, graves, silenciosos, o leão, o cavalo, o bicho estranho...
Luís Osete · Juazeiro (BA) · 10/3/2008 20:11 O que me dizem do poeta de pedra sentado eternamente na calçada de Copacabana, no RIo de Janeiro, sem manifestar sua opinião sobre os que vem e os que vão pelo túnel Rebouças? Será que basta "olhar as saias de quem vive pelas praias" a curtir o seu "corpitcho"? Outro dia roubaram os óculos do poeta mineiro... por pouco tempo... outro já está no lugar para o turista ver. Drummond de pedra está nas ruas e esquinas de Itabira, terra natal do poeta, consagrada no mapa geopolítico nacional como a glória da pátria e da Cia Vale do Rio Doce, que se mudou de lá quando o minério de ferro se exauriu. Aos itabiranos desempregados da mineiradora, resta a lembrança poética de serem feito de ferro, tristeza e orgulho, como cantou o poeta mineiro radicado no Rio de Janeiro por necessidade do ofício e razão de poeta.
hasta la vista!

domingo, 12 de abril de 2009

pascoalinas análises

O Coelhinho e a Galinha.
Manhã de domingo no bairro Padre Eustáquio. Belo Horizonte. Brasil. Crianças lambuzadas de chocolate correm atrás da bola, na garagem do prédio, numa algazarra que espanta a rara passarada e incomoda o sono diazepínico dos deprimidos, aborrecidos e raivosos vizinhos anônimos. Gritaria de criançada também abafa os sinos eletrônicos da igreja que dobram por um Deus menino, ou menina - qual o sexo dos anjos? - longe de traduzir, em sons, as preces pela paz e o ranger de dentes dos famintos, em nossa casa chamada Terra.
Quanto à história do "ovinho da Páscoa", essa passa pela galinha e pelo coelho, símbolos da fertilidade. A lenda é anterior ao nascimento e morte de Jesus Cristo, assim como o vício do chocolate, que já era caro aos povos primitivos da América Central; Maias e Aztecas já conheciam o cacau - néctar dos deuses - antes dos colonizadores ocuparem suas terras e destruir suas bibliotecas e civilizações "in nomine Dei", a mando del'Rey de España e graças ao empreendedorismo de Cristóvão Colombo com suas caravelas e mapas. A dúvida do coelhinho e o costume antigo de presentear com ovos de galinha, coloridos, bem como a geração do mito pelo ideário cristão, está no poste pascoalino Aposentado Invocado.
Porém, nem tudo é delícia, conquista e algazarra infantil neste dia de esperança e fé cristã... Senão, mira:
Esta foto remete nosso imaginário à clássica cena de massacre do povo russo pelas tropas do czar na escadaria de Odessa, recriada no clássico filme "O Encouraçado Potenkin", lançado em 1925 pelo cineasta soviético Serguei Eisenstein (1898-1948) . A história se repete como farsa virtual no simulacro das imagens produzido no "inconsciente coletivo", que é real, posto que é social. Está lá no wikipedia:
"Inconsciente Cole(c)tivo, segundo o conceito de psicologia analítica criado pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, é a camada mais profunda da psique humana. Ele é constituído pelos materiais que foram herdados da humanidade. É nele que residem os traços funcionais, tais como imagens virtuais, que seriam comuns a todos os seres humanos."
A imagem de protesto dos russos na foto acima está no blog Da Rússia, do Professor Doutor portugues José Manuel Milhazes Pinto. Registra a fúria no calor do fogo, ante a truculência do poder de estado, que espanca, prende e mata seus opositores. Diz Milhazes: Hoje, segundo a agência noticiosa russa Interfax, morreu um jovem de 23 anos, após ter sido preso nas manifestações de terça-feira em Chisinau, que começou como protesto contra a vitória comunista nas eleições parlamentares e terminou em actos de vandalismo como a pilhagem dos edifícios do Parlamento e da Presidência da Moldávia. Milhazes fala em Da Rússia:
"Hoje também, chegam notícias da Geórgia de que o centro de imprensa da oposição georgiana, que exige a demissão do Presidente Saakachvili, foi atacado por 50 funcionários dos serviços municipais de limpeza, que destruíram aparelhagem de som e computadores e feriram três pessoas."
A incapacidade das nações estrangeiras na mediação de conflitos políticos, étinicos, econômicos e sociais mundiais, que abalam processos democráticos como nas fraudes de eleições presidenciais na Geórgia, na Moldávia, demonstra que o "fator administrativo" detém o controle da mídia global; a resistência é um ato de coragem, um exercício de ética individual, como o gesto solitário de repúdio a ofensa grave demonstrado pelo jornalista mulçumano, ao "atirar os sapatos" no ex-presidente americano W. Bush, fato que virou videojogo na internet com 91.921.126 acessos e um ranking disputado de sapatadas que avança pelo mundo virtual. Ouço o novo conceito jornalístico: "fator administrativo" e peço Help aos Beatles:

"Pense globalmente e actue localmente." (John Lennon)

De Macaé, Rio de Janeiro, Brasil, me vem uma pista de aterrisagem para este vôo alucinado em que me lancei desde o início dos anos 70, em que a contracultura assumiu o papel revolucionário deixado pelos exilados, amordaçados e assassinados pelos militares nos anos de chumbo do Brasil: Náufrago da Utopia, do jornalista e escritor Celso Lungaretti. Eis aqui a possibilidade da livre expressão, na sociedade das imagens apesar do "big brother" e da vigilância geral; o que vem por aí? Será uma ciberevolução ou o cibercomunismo pela internet? Seja lá como for, email, blog, twitter etc, as redes sociais virtuais disputam com a publicidade, os dividendos cibernéticos. Talvez se possa pensar em outra publicização do espaço público. Essas veredas permitem uma aproximação que nos idos 70 só era viável no sótão, no porão de casa, no campo ou numa praia deserta, "junto à fogueirinha de papel", com "alcalóides à vontade" e "Pasárgadas" mapeadas em telas lisérgicas ao som do rock'n roll. O poder de alienação das drogas, imprescindível aos soldados norteamericanos na guerra do Vietnan e estimulante ao movimento contracultural dos hippyes foi um "tiro que saiu pela culatra" que atingiu o pé do sistema imperialista capitalista. Bah! isso fica prá depois. !HASTA LA VISTA!

terça-feira, 7 de abril de 2009

CARLITOS

Ele provocou lágrimas e risos em plateias de todo o mundo. Com sua arte, o cinema, fez a crítica de seu tempo, celebrando o amor e a solidariedade em templos de luxúria e poder. Soube amar a criança e ridicularizar os adultos, então "donos do poder". Denunciou com sua tecnologia das imagens em movimento as tecnologias consumistas e os poderes absolutistas, os desencontros amorosos e a dura vida dos pobres. Foi um humanista e muito mais, um cientista da alma, um analista das mazelas do progresso e do individualismo do homem modernista do século XX. Em sua época não havia vídeo game e nem satélite de míssil teleguiado; a internet era apenas uma idéia e a multimídia não existia. Mas afinal, o que sobrevive ao homem, a seu destino sobre a terra, senão suas ações e contribuições para a história das ideias, para o ideário das imagens e para a memória da humanidade. untitled.bmp (image)
"A vida e a morte são determinadas demais, por demais implacáveis para que sejam puramente acidentais." Charles Chaplin

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Assédio Moral e Saúde no Trabalho: Perspectivas e possibilidades no combate ao assédio moral no trabalho

Memórias de um líder sindical no Fórum Social Mundial da Amazônia 2009 Neste site encontro o relato do amigo Arthur Lobato, Repórter Fotográfico (Jornalista), Psicólogo e caçador de imagens da mais tenra estirpe e do mais preciso तिरो-clik,que como todo bom sindicalista, gosta de militar (mesmo em desuso, por uso e abuso, a militância é necessária em tempos de guerra para garantir a paz dos sobreviventes) pela causa humana da "fé, esperança e caridade", tão cara ao nosso poeta Manoel Bandeira: "Quando perderes o gosto humilde da tristeza". Alguém disse e assino embaixo: "Se Karl Marx fosse vivo (ele está morto?) seu objeto de estudo não seria o trabalhador "braçal" da Revolução Industrial, nos séculos 19 e 21।O velho Marx estudaria o desempregado de hoje (bem definido pelo humorista José Simão como aquele indivíduo cujo celular está fora de área) । Marxista da linha "Grouxo", yo creo, Arthur trabalha com imagem desde os idos 70, sob a batuta de São Glauber (Terra em Transe), Humberto Mauro, Eiseinstein, Vertov, Buñuel etc e tal. Pensar no trabalho é preocupar-se com a dignidade mínima de qualquer ser humano, que só se realiza socialmente através da produção de bens materiais ou culturais, condição "sine qua non" para sobrevivência na sociedade neliberal-consumista do capitalista tardio. Esse utiliza a palavra "crise" como um "apodo" (mofa, zombaria), que soa bem na boca dos capitalista endinheirados e agarra na garganta dos trabalhadores assediados pelo fantasma do desemprego, na época do trabalho virtual. O Arthur sindicalista se equilibra na corda bamba da hipocrisia carreirista dos pretensos defensores da causa trabalhista, com o equilíbrio do fotografo que se apodera do "instante em que a coisa é". Foi a Belém, viu e ouviu que o mundo tem saída, que ainda existem pessoas preocupadas com seus semelhantes sem pertencer a credos particulares, nos shoppings e mídias da fé publicizada para o lucro de alguns em benefício de uns. O medo é o grande vilão nesta onda de assédio moral e saúde do empregado real - (des)empregado virtual. Morrer, é o de menos, pois sempre "se passa desta para melhor" (ninguém duvida da prova inexistente). Agora, a alma é nossa esperança maior, pois está no melhor ou no pior de nós e exala seu perfume de flor rara (odes aos saudosos guerreiros mortos em combate) ou seu pútrido olor de carne inútil, matéria de consumo das existências sem passado. Salve Arthur! O sindicalismo brasileiro dos aconchavos, maracutaias, festas e favores pessoais, não te merece; mas nós, Jornalistas (des)empregados, com "celular fora de área", estamos contigo na luta pela dignidade humana.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

EM NOME DO PAI E DA FILHA: O ERÓTICO E O PORNOGRÁFICO NA ARTE CHINESA

AMOR E ARTE: A EXCLUSÃO ÉTICA DA FALSA MORAL. O artista é um "fingidor" que ama sua arte tão completamente quanto o pai que ama sua prole, de forma pura, fraterna, sincera e singela; então, como criticar o ato do pintor chinês Li Zhuangping, que tem escolhe os personagens para suas telas entre fêmeas e animais, transformados por seus pincéis em ícones eróticos de ninfas ao lado de feras? Infoimagem Firefox Terra disponível em: ChinaSmack Ao utilizar a imagem de sua filha nua como fonte de inspiração, Li Zhuangping arrepiou os brios da falsa moral e da ética puritana, baseadas nos bons costumes, nem sempre transparentes como suas telas. A polêmica vem da China. Um poste no ChinaSmack de 02 de fevereiro de 2009, mostra as obras do artista, que escolheu sua filha como modelo para sua arte. Exercite seus conhecimentos na língua chinesa: a notícia original, em vídeo, está no canal chinês NetEase - news - http://www.163.com/, e já atravessou os quatro cantos do mundo, enlaçada pela www, que nos oferece veredas à informação e ao conhecimento por meio do exercício democrático da comunicação como revolucionária na libertação dos povos da Terra. No portal de notícias culturais "Terra" lemos: "A mulher do pintor diz que até sente uma "inveja boa" da filha, que é capaz de utilizar a beleza como uma forma de captar a sua juventude. Uma oportunidade que a mãe diz que, infelizmente, não teve quando era tão jovem e bonita". Isso é sinal de que os tempos mudam, bem como as vontades, a lembrar nosso velho Camões. Nonada.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

ESTOU-ME A VIR

A síntese no discurso, poético, científico, político ou factual, é um "dom" ou uma prática arquirida pelo exercício eficaz do convencimento e da persuasão, através da comunicação (verbal, visual, gestual, sonora, da moda, das etiquetas sociais etc) cujo princípio repousa na arte retórica. O atual presidente dos EUA, Barack H. Obama, é o modelo eficiente da prática desta arte, levada a cabo pela mídia internacional e pela contextualizada pela esperança de um novo mito pela paz e prosperidade mundial. Autêntico em seu pronunciamento , sob um frio de 2 graus abaixo de zero, Obama falou com firmeza e determinação a um público record, que ultrapassou 1 milhão de pessoas, deslocando-se até a Washington, ontem, para ser testemunha da história imediata da América do Norte. O "arrepio", frisson da mídia americana não foi para menos: o 44º presidente dos Estados Unidos tem suas raízes na Àfrica, berço e mãe de nossas civilizações, que tanto a fizeram sofrer; nasceu em berço humilde e sempre defendeu as causas sociais. Barack aceitou o desafio de enfrentar o monstro que se alimenta de tragédias naturais, crises, guerras, desemprego, fome, pobreza etc. Por outro lado, o "dom", também carece de prática e conhecimento das potencialidades retóricas, da lógica e da poética, remanescentes do filósofo grego Aristóteles, um dos primeiros professores e fundar sua Academia para repassar seus conhecimentos, e não vendê-los como faziam os demais sofistas em sua época, bem antes de Jesus Cristo nascer e morrer por uma nova humanidade.. B.H.O. tem pela frente um tremendo desafio, que já vitimou líderes mundias como Martin Luther King (1929-1968) e J.F. Kenedy (1917-1963), que é a luta pela paz e harmonia dos povos da terra, o que significa neutralizar a ganância e o poder dos "senhores da guerra", que têm seus lucros bilionários na "guerra precaucional", como ocorreu no Vietnan (1964 - 1975) para conter o comunismo, com um saldo de mortos que oscila entre 1 milhão e meio a dois milhões de vietnamitas, entre civis e militares, e 54.000 soldados estado-unidenses, e a mais recentemente guerra contra o "eixo do mal", no Iraque e Afeganistão. Uma boa dica para se pensar nos genocídios autorizados do poder, está na análise do jornalista e historiador norte-americano, Fred J. Cook, presente no livro "THE WARFARE SATATE", traduzido, e proibido pela ditadura militar, no Brasil como "O Estado Militarista - O que há por trás da morte de KENNEDY" (Ed. Civilização Brasileira S.A.: Rio de Janeiro. 1968). Na época da guerra fria, dos hippies, do flower power, dos happinings sonorizados por guitarras elétricas em amplificadores potentes, havia no ar a leveza da ingenuidade e da desinformados - "pensar dói". Hoje, nos Foruns Sociais, no Campus Party 2009 vivemos uma nova era (Obama?) em que cada um tem que colaborar. Como na canção de Caetano Veloso, em pronúncia luzitana: porquê? , do CD "cê" (2006, universal music): "estou-me a vir/ e tu como é que te tens por dentro?/ porquê não te vens também?".

sábado, 17 de janeiro de 2009

SAPATADAS PELA PAZ

Enquanto o novo Presidente dos EUA, Barack Obama, não assume o mandato oficial, apesar de já estar a caminho numa histórica viagem de trem ao estilo do primeiro presidente do Partido Republicano dos EUA, Abraham Lincoln, um mega-evento multimídia o espera no dia 20 de janeiro, quando assume a Casa Branca, como a esperança dessa era, vamos lembrar uma cena passada em Bagdá, de "As Mil e Uma Noites", que difere do clássico literário mundial, por ser trágica e cruel nos estertores que a motivaram, cômica em sua espontaneidade cultural e ridícula, do ponto de vista da vítima da agressão, presa na sustentação ornamental do vazio pertinente aos políticos empodeirados. A história começa com a agressão de um jornalista iraquiano, durante conferência com a imprensa, em visita de surpresa do presidente dos Estados Unidos a Bagdad, no Iraque, no mês de dezembro. O gestual que compõe o acontecimento jornalístico, naquele contexto, mostra como um fato histórico produz desdobramentos involuntários, que movem as rodas ou roldanas do tempo, apesar das manipulações oportunistas da mídia globalizada. O episódio já inspirou a criação do videojogo SOCK AND AWE, desenvolvido pelo britânico Alex Tew, 24 anos, disponível em: http://play.sockandawe.com/, cujo objetivo é acertar a face de W. Bush; até o momento foram computadas 80.154.068 sapatadas virtuais na cara do dirigente máximo do Governo americano. Bush, em sua "luta contra o eixo do mal", ou contra "terroristas" é responsável pela invasão do Iraque, junto com o Reino Unido e outros países. A invasão, que já dura mais de 5 anos, computa algo em torno de 1 milhão de iraquianos civis mortos, além do caos instituído na região, que já foi berço da civilização ocidental. As sapatadas iradas do repórter iraquiano, contra o presidente W Bush, podem levá-lo à cadeia, mas deixam patentes a sua idignação e a sua revolta, coisa rara no jornalismo globalizado, lastreado pelas agências internacionais; imparcial. O ato individual, com conotações culturais locais, tem significado próprio, e desdobramentos múltiplos e imprevisíveis. Além de games, já rende dividendos ao administrador iraquiano, Ramazan Baydan, que em uma semana viu a produção de seus calçados aumentarem em até 20 vezes, gerando mais empregos e idéias para novos negócios. É que a procura pelos sapatos do jornalista, produzidos na fábrica de Baydan, ultrapassa as fronteiras do Iraque, invade o mundo Árabe e alcança os Estados Unidos. Para muitos ter aquela marca de sapatos nos pés é compartilhar com a ira do jornalista iraquiano. Batizada como "Bye Bye Bush" a marca do sapato, consagrada pelo uso e abuso do trabalhador da imprensa iraquiana, custa 20 euros na fábrica, segundo o jornal português "Expresso", que anuncia para o dia 19 de Janeiro, o início de uma campanha de marketing para lançar o calçado no mercado mundial, não só pela qualidade e eficiência da "marca", mas por simbolizar uma campanha internacional pela paz. Ainda, no "Expresso" português, fonte das informações deste poste, disponível em: http://aeiou.expresso.pt/, assistimos à ousadia do jornalista Muntazer Al-Zaidi, que, antes de atirar os sapatos e ser imobilizado pela segurança, manifestou seu repúdio ao desrespeito do Presidente dos EUA aos Direitos Humanos e gritou: "É o beijo de adeus, espécie de cão". O gesto foi reconhecido, pela secretária-geral da Associação Waatassimu para obras de caridade, Aicha Kadhafi, filha do líder líbio, Muammar Kadhafi, que anunciou intenção de condecorar com a "Ordem da Coragem" o jornalista Al-Zaidi, em comunicado entregue à imprensa em 15 de Dezembro de 2008. Disponível em: http://aeiou.expresso.pt/jornalista_que_atirou_sapatos_a_bush_condecorado_com_ordem_da_coragem=f478990 "Eu semeio vento, na minha cidade; vou prá rua e bebo a tempestade..." Salve os compositores Chico Buarque de Holanda e Maria Betânia. O Brasil precisa de nós, os sem emprego, sem terra, sem nada; indignados com a mesmice de nossa intelectualidade política burra, oportunista e casuísitca, e dispostos a reverter em prática o direito de pensar e exercer nossa opinião, direito inalienável e intransferível, garantida pela Democracia brasileira. Assim, artistas, jornalistas, cidad@s etc, vamos calçar os sapatos "Bye Bye Bush" , num ato simbólico de indignação e coragem contra a hipocrisia. Fico com o filósofo e pensador italiano Antôno Gramsci, "mais marxista do que Marx": "O anti-americanismo é mais cômico que estúpido" ... "me agrada utilizar precisamente a palavra CONFORMISMO para chocar os imbecis" ("O Pincípio Educativo em Gramisci - americanismo e conformismo, de Mario Alighiero Manacorda, Editora Alínea, lançamento em novembro de 2008. Fonte: Portal Mundo Acadêmico do MEC. HASTA LA VISTA!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

CARA SEM ROSTO - GUERRA E PAZ

"Iraqi Hero Muntazer al Zeidi" Charge de Carlos Lattuf Vivemos na época das repetições, dos decalques, do dígito mágico: (ctrl + x) e (ctrl + v). Protestar exige coragem e engajamento na luta pela paz, sem ser militante partidário ou fanático religioso. A História não acabou, é que ... a pensar, refletir sobre a ética e a moral de nosso tempo ... prefere-se ver e ouvir o que vem pronto, formatado pela sociedade da informação no mundo globalizado; perdemos o sentido da indignação, da revolta perante as injustiças, a capacidade de ser indivíduos sujeitos da história e ... re-agir, e trans-formar a realidade. Medicamentalizados (Fluoxetina, Viagra, Ritalina, Vallium etc) seguimos drogados e felizes, normalizados, acalmados e confortados pela ditadura do ego, desenhada pela mercadotecnia e mercancias publicitárias. Da segurança dos shoppings ou de nossas casas, assistimos, "impávidos, tranqüilos e infalíveis" às cenas de brutalidade contra crianças, velhos e indigentes; parece não nos tocar os massacres de populações civis e assassinatos políticos, que se sucedem no Iraque, na faixa de Gaza, nas favelas do Rio de Janeiro, na África, na Índia, na China ou em qualquer outro lugar do mundo em que se faça necessária a "faxina étnica" , a "guerra santa" ou o combate contra o "eixo do mal", segundo decidem os "Senhores da Guerra". Nosso silêncio, abafado em metáforas e parábolas midiáticas, se justifica pelas ditas "ações medicinais, preventivas", que garantem a hegemonia econômica e política das nações ricas. Se somos o povo da Terra, pergunto: o conceito de nação, incorporação recente ao mapa geopolítico, ultrapassa a dimensão humana? Manchetes internacionais enunciam, em textos e imagens sensacionalistas, tragédias e comédias instantâneas para o entretenimento diário dos cidadãos. Dos fatos, a dimensão real e desumanizante se esvai no potencial sedutor dos jogos e das tramas novelescas: play the game. Como disse Saramago, não se trata de ser pessimista, e sim de adimitir que "o mundo está péssimo", ora bolas! Esperançosos alguns dizem: e se meu time for campeão? Se eu acertar a mega sena? Para outros, o que importa é o que passa ante suas narinas perfeitas. Vá lá, "tudo vale a pena se a alma não é pequena", cantava Fernando Pessoa. Não se trata de ser vermelho, azul ou lilás e sim de saber qual espírito ãnima os seres contemporâneos, habitantes dos mundos virtuais da internet, que navegam (wireless) pelo tráfego das ruas em seus carros blindados de vidro fumê? Apesar da indiferença, do ANÔNimato vigiado, da trágica comédia urbana que tragada pelos olhos e ouvidos, em resolução digital, somos da mesma espécie; a do macaco pelado. Haja o que houver, venha o que vier, estamos na mesma nave (Terra), na crista da onda de nossas vidas pessoais: nossos gestos vibram o destino do Universo. Deus! A pensar, somos poucos ... mas somos mais a cada dia. Reproduzo convite da CONSCIENCIA.NET em seu café da manha de hoje, disponível em: http://cafe-da-manha.blogspot.com/search/label/palestina
A organização não-governamental Avaaz (que significa "voz" em várias línguas européias e asiáticas) iniciou uma campanha emergencial com um abaixo-assinado que será entregue ao Conselho de Segurança da ONU e às principais potências mundiais, na tentativa de pressionar por um cessar-fogo imediato e por medidas de atenção à escalada da crise humanitária na Faixa de Gaza, além de outras providências para que se possa atingir uma paz real e duradoura na região. Para ter participar da campanha, acesse: <http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace>
Assino em baixo. Findo esse POSTE com um convite aos amantes do trem a viajarem por este passado tão raro aos brasileiros nos sites: http://www.trem.org.br/ ; http://www.estacoesferroviarias.com.br/ e http://ferroviasdobrasil.blogspot.com/; esse último, além da viagem pela memória do trem, abre um link para o trabalho do cartunista Carlos Lattuf, uma crítica mordaz sobre o conflito no Oriente Médio, no site: TALES OF IRAQ WAR by LATUFF, disponível em: Quanto a nós, jornalistas des-empregados, só resta atirar os sapatos no palhaço "sem graça" que quer ver o circo pegar fogo, literalmente, como mostra o Latuff na charge que abre este poste, disponível em: HASTA LA VISTA!!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O que há de novo?

Sincero, não sei. A guerra, a fome, a doença e a tragédia continuam vitimando pobres e inocentes. A hipocrisia não está só na falta de caráter, ética e discernimento moral, é incorporada na paginação dos noticiários que revelam como é e será o nosso dia. 2009; avançamos um número, ficamos mais velhos e menos sábios. Hoje, em conversa com um amigo, à porta de sua borracharia na rua Bonsucesso, fiquei surprezo quando ao lhe perguntar sobre a vida ele respondeu: "tudo vai bem, o que atrapalha é a escola". Ele reclamava da "zoada" dos estudantes de uma escola pública naquela rua movimentada de Belo Horizonte; além da "zoada" geral, o divertimento dos jovens é jogar ovos podres nos carros que passam apressados para o centro da cidade; zoar, barbarizar, amedrontar, dão significados comuns a verbos conjugados pelos pedestres e motoristas que passavam em frente da escola - imagina lá dentro daquele estabelecimento de ensino, que aliás, visto de fora, mais parece um prédio carcerário, como a maioria das escolas públicas da cidade. Meus amigo borracheiro pegou uma cerveja gelada no bar da esquina e ficou curtindo seus blues, entre pneus, em paz, afinal é férias escolares. Enquanto sorve seu prazer gelado, meu amigo borracheiro pensa no correr dos anos e no mais velho, que chega sem motivos para crer na eficácia da disciplina intelectual para o aprendizado escolar, muito embora saiba que pneus furados não faltarão para consertar.

domingo, 14 de dezembro de 2008

poesia concreta - o projeto verbivocovisual

CATATAU E CATARINA Eram palhaços do "Grande Circo Humano", que seguia temporada naquela cidadezinha sulista encravada na serra. Apesar do dia de chuva, o público aqueceu a atmosfera circense na certeza de que "a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo" e assim foi. Na abundânica de água que caía da esfera celeste, a lona, remendada no meio, não aguentou o peso da "tromba d'água" e desabou sobre o picadeiro, bem em cima dos palhaços, que abafavam o som das trovoadas com suas cornetas, bumbos e algazarra fanfarrona. Daquele rombo na lona dissolvia-se um céu em fios de chuva a brilhar em reflexos dos holofotes; a intempérie do tempo virou parte do espetáculo; nem pipoqueiro e nem a meninada arredavam os pés do lugar; esticavam pescoço e levantavam golas e sobrolhos, entre secos e molhados, de ôlho vivo na cena do picadeiro. Catatau e Catarina, pobres heróis, esfarrapados, molhados até a alma, suscitavam risos e lágrimas no público, que, no final, aplaudiu com força e alegria prá espantar o molhado da chuva no corpo. Muita gente saiu de alma lavada e vida nova de esperança. Naquela noite, Catatau e Catarina dormiram felizes, encharcados e abraçados; aquecidos em si e esquecidos no balanço da rede, sob a jaula dos tigres asiáticos. O dia amanheceu de sol virado, turistas e curiosos assistiam aos tratadores e seus animais exóticos. Naquela noite Catatau e Catarina sonharam com uma lona nova, cama de colchão, travesseiros, coberta de linho e cobertor de lã. A manhã de domingo mal começava a esquentar. Dedico essa história aos heróis do vale do Itajaí, em Santa Catarina, que sabem recomeçar sempre do mesmo lugar em que ficaram quando perderam tudo na última enchente. Que os pobres exijam o respeito e a dignidade a que fazem juz na Terra de Deus e dos seres vivos. Tragédias urbanas, intempéries da natureza, crise do capitalismo mundial, desemprego e quebra de bancos são rotinas que carecem de um poeta para serem compreendidas por simples mortais; na falta de Machado, João, Carlos, Quintana e outros que partiram "num rabo de foguete", reconfiguro as linhas e retículadas concretas da digitalização cultural tropicalista. Deleto o "fuuudeu! funkrockpopipocatimbaladacariboca da rapaziada azucrinada boboca; pesco na grande teia o repertório dadaísta da música, poesia e as artes visuais e, num decalque fugaz, escapo da banalização midiatística das tragédias corrosivas do "aqui e agora". Saudosismo? Não: Lembrança. Quem não viu, vê agora, quem já viu reveja os HELIOTAPES [entrevistas do artista Hélio Oiticica (1937-1980) gravadas nos anos 70 em Nova York, com Haroldo de Campos e outros intelectuais e artistas que viviam o Brasil de fora]. "BRASIL AME-O OU DEIXE-O" - TRINTA ANOS DEPOIS pROMETO nÃO lEMBRAR dO fAMIGERADO (AI 5); dE sUA iNFLUÊNCIA nEFASTA nOS gOLPES mILITARES E dITADURAS lATINOAMERICANAS sUCESSIVAS nA aRGENTINA, uRUGUAI, E cHILE aDVINDAS dO pÓS 1968 , áPICE dO mILITARISMO bRASILEIRAO (cOSTA E sILVA) sOB oS aUSPÍCIOS dO sERVIÇO De INTELIGÊNCIA dOS eUA. para saber mais sobre a derrocada da inteligência pensante que veio com o Ato Institucional número 5 procure o oráculo do são Google ou de outro busca=dor wikipediado. Isso é um bom exercício contra a amnésia estrutural e a sistêmica. BARROCO EM LINHAS RETAS - RETÍCULARIZAÇÃO DO REAL Poetas e argonautas do ciberespaço um delicioso delírio verbosonorovisual, pré-tropicalista, que nos anos 50, 60, 70 e 80, do século 20, lançaram galáxias tupiniquins na GELÉIA GERAL, termo criado por Décio Pgnatari que, junto com os irmaõs Haroldo de Campos (1929-2003) e Augusto de Campos, ribombou no fenômeno da poesia concreta brasileira. Na memória volátil foi criado um link da mostra "Poesia Concreta- O Projeto Verbivocovisual" exibida em ago. e set. de 2007, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. O evento deixa documentos áudiovisuais e textos dos três signatários do moviemento concretista e dos cariocas Ronaldo Azeredo (1937-2006) e José Lino Grünewald (1931-1999) que podem ser pesquisados no site: poesia concreta - o projeto verbivocovisual IMPRENSA FOLHA DE SÃO PAULO, ilustrada, pg 3, 15 de agosto de 2007: "Poesia concreta ganha site e mostra histórica. Com vídeos aúdios e documentos, evento remomora o movimento dos anos 50". - Gabriela Longman DA REPORTAGEM LOCAL. A "Galáxia Gutemberg" trouxe informações sobre fato histórico cultural com distanciamento de meio século, o que é um átimo no tempo. No texto jornalísitco da Gabriela um dos curadores da mostra, João Bandeira, fala da arquitetura do evento: "Os poemas já foram concebidos como objetos. O que fizemos foi agigantar sua escala e ajustá-los á nova tecnologia. Não é uma releitura'. (...) Tentamos levantar aspectos da poesia concreta que não estão muito colocados como a visualidade do poema fora do espaço do livro e a difusão internacional". Junto com João, a curadoria da mostra contou com Cid Campos, Walter Silveira e Lenora de Barros. Para mim no jornalismo existem dois tipos de fatos: os que são e os que não são fatos, a durabilidade os determina. PRÓXIMO PROGRAMA: VALE A PENA VER DE NOVO UM NOVO. prestenção: num faço propaganda e nem análise de sitio neste blogue. prefiro exercer o direito de jornalista e escrever o que quero, com ética e a semvergonhice de ser um "pobre homem do Caminho Novo das Minas dos Matos Gerais", que nem Pedro Nava no seu "Baú de Ossos". representar: Escrever, contar, dizer e mostrar o visto, do ponto de vita de quem viu, moa a quem moer.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

SANTA CATARINA, ORAI POR NÓS POBRES PASTORES E PECADORES. O Brasil do povo chora, reza e se benze num espanto só ante tragédias frequentes e imprevisíveis pelos serviços metereológicos, encenado pelas "garotas do tempo", galantes e sorridentes, imparciais nos jornais nacionais da televisão. O outro Brasil, que não é povo, a elite, se penitencia e pede perdão pelos pecados que cometeu e que não cometeu; a cena se repete para glória do capital que reconstrói prédios, casas e pavimentações públicas danificadas nas tragédias urbanas. De culpados já foi dito de vários: o aquecimento da Terra, lixo nas ruas, asfalto, urbanização caótica, e por aí vai; o mais correto seria assumirmos nossa civilização decadente. Ora bolas ! somos todos responsáveis se assistimos passivos a destruição de florestas, matas ciliares, que deixam nuas as encostas e aflitas as populaçoes ribeirinhas. Somos responsáveis ao admitir a ambição desenfreada do capital finaceiro internacional a promover queimadas, desmatamentos e ocupações ilegais da Amazônia, Acre, Rondônia e de outros rincões do território brasileiro. Catarina, Aparecida, santas das águas profundas, mitos legendas, orai por nós, enquanto troar nossa impávida emoção digital perante desastres iminentes; desconexos da responsabilidades de nossas ações, determinantes à pela sobrevivência da vida da Terra, assombroso presente que deixaremos às nossas futuras gerações. A última tragédia vem do Sul. Ave Catarina, Santa, orai por nós! A Defesa Civil computa 97 óbitos no litoral catarinense: Ilhota, Brusque, Gaspar, Blumenau, Jaragua do Sul, Pomerode, Bom Jardim da Serra, Luis Alves, Rancho Queimado, Benedito Novo,Rodeio, Itajaí, São Pedro de Alcântara e Florianópolis - vamos reconhecê-las no mapa de São Google, que a tudo vê: http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=113088242546194726426.00045c8448066674a6b57&ll=-26.828973,-48.913879&spn=1.05389,1.153564&z=9&source=embed Pena que o olhar digital, via satélite espacial, do onisciente são Google, ainda não possa mostrar, cá embaixo, a miséria humana do pobre, os mais sacrificados nas tragédias naturais e providenciais. Nestes instantes, todos ficam cheios de compaixão pois, como disse o sociólogo Emile Durkhein, a solidariedade é um ato dos seres em extinção. Nestas ocasiões, como nas guerras, entram em ação os sistemas humanitários do Corpo de militares Bombeiros e da Defesa Civil; deveriam agir na prevenção, mas a falta de planejamento, avaliação científica dos problemas que antecedem catástrofes e compromisso dos dirigentes políticos não atinge a GOVERNANÇA pública, anunciada pela internet; o socorro chega no limiar da precipitação catastrófica, na maioria das vezes, depois: falta inteligência, daí nossa indigência política. Informações confiáveis estão no site da Defesa Civil de Santa Catarina, disponível em: http://www.defesacivil.sc.gov.br/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1 Acessado em: 26/11/08. Blogueiros catarinenses alertam: depósitos bancários para ajuda às vítimas devem ter confirmados seus dados de acordo com lista fornecida pela Defesa Civil; cuidado com os oportunistas que aproveitam-se de tragédias alheias. Através de portais noticiosos e blogs, internautas se informam e divulgam a tenebrosa cena:"Hoje pela manhã, quando saí de casa para trabalhar, o cenário era de um filme de terror e o pior é que a chuva ainda não parou", relata Sonia Santos, moradora de Blumenau, que sugere: "Vale a pena pensar um pouquinho. São muitas mortes, muitos desabrigados, fora as pessoas que estão soterradas," no blog do Jean Cardoso, participante ativo Jornalistas perguntam: Quem é o responsável ? As respostas se ocultam entre publicidades e games, num vendaval de informações desconexas e convergentes à postura única das agências oficiais - temos uma certeza: Deus está fora de qualquer suspeita, pois não é conivente com a burrice dos humanos. A natureza é sábia, bastava observá-la com carinho e atenção para assimilar seus conhecimentos empíricos - será que os políticcos lembram das enchentes passadas, que geraram sofrimento e perdas ao povo catarinense nas duas últimas décadas do século 20?. Presidente Lula sobrevoa o Itajaí-Açú Foto/ Matéria - Último Segundo - Disponível em: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/26/lula_sobrevoa_regioes_atingidas_pelas_chuvas_em_santa_catarina_2612845.html Acessado em 26/11/2008. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoa, na tarde desta quarta-feira o rio Itajaí-Açu, que atravessa as regiões mais afetadas pelas chuvas em Santa Catarina. Imagem: Último Segundo - iG De volta a Brasília, Lula deve assinar uma Medida Provisória no valor de R$ 1,6 bilhão para ajudar os Estados atingidos pelas chuvas, segundo o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach em matéria do iG. ... e as outras tragédias, Presidente, quanto vão custar ao erário? RELEVO, ALTITUDE, CATACLISMO, ASFALTO E FALTA DE INTELIGÊNCIA; A CIÊNCIA OPINA. Para a ciência, fatores climáticos favoreceram o evento: "As fortes chuvas que afetaram o Estado de Santa Catarina foram geradas pelo encontro de duas massas de ar: uma fria vinda do oceano e outra quente formada no continente. Ventos intensos soprando do mar aumentaram a umidade das nuvens, que já estavam carregadas. Um sistema de baixa pressão já causava mau tempo e intensificou as chuvas. Informa o lead do Último Segundo do portal iG, disponivel em: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/25/coincidencia_de_fatores_gerou_chuvas_em_santa_catarina__2610077.html acessado em: 20:52 25/11/2008. O periódico digital do iG, escutou a professora de climatologia da Universidade de São Paulo (USP), Maria Elisa Siqueira da Silva. Para ela, o sistema causador das chuvas sobre o Atlântico Sul estacionou sobre a região provocando a "convergência das precipitações" de água no Estado. Recorto aqui o depoimento da professora Elisa, que ajuda a "pensar um pouquinho", como sugere a internauta catarinense. Elisa busca na geografia a base de suas observações: “O relevo de maior altitude provoca a ascensão do ar, carregando a umidade para as nuvens”. Lembra que as regiões de encosta são “naturalmente desprivilegiadas com chuva forte”; o solo encharca e tende a ceder. Sutil, dá um puxão de orelha na governança pública: “As pessoas e os órgãos de planejamento dão pouca importância para as pessoas que estão nas encostas, não há planejamentos para a ocupação dessas áreas”. O relevo é fator preponderante na ocorrência desse tipo de tragédia, como mostra a professora: “A região de vale é mais propensa aos alagamentos se não houver um plano de escoamento de água. Nas cidades localizadas nessas regiões, é interessante que a sociedade, os políticos, se organizem para melhorar o planejamento sobre escoamento das águas”. É sabido e notório que o asfaltamento das ruas nas cidades impede a penetração da água nos solo e favorece as enchentes. Elisa acredita que o relevo não é o único vilão desta tragédia: nos próximos dias, cientistas da do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da USP vão realizar estudos e avaliações nos solos do Estado, principalmente no Vale do Itajaí, informa o portal iG (Último Segundo de ontem, 25/11/2008). As informações entram por nossos poros oriundas dos nós da comunicação presentes nas redes (fotolog, blog, flickr, orkut, my space etc), encorpada pelos grandes portais como yahoo, ig, uol, hotmail, google, e pelas redes de televisão, jornais e rádios, que compõe o conglomerado econômico das empresas de comunicação de massa. Tudo que comunica. Grita. "Eu só quero ser escutado" já disse McLuhan - SOCORRO!!! ninguém vê o pedido solitário, o oculto da fotografia, a lágrima que não caiu. Veja a tragédia a cores e em tempo real, entre publicidades e apelos tecnológicos e depois consuma. É como o efeito das telenovelas, falisidade divertida. Barrigas Verdes, catarinenses, gente bonita de Floripa, estou com voces na reconstrução, que espero ser diferente das anteriores que só tiravam o barro, enterravam os mortos e pagavam moradias novas sem resolver o velho problema da revolta das águas. E daí, se não houver suíte, jargão jornalístico que significa dar continuidade a um assunto, amanhã tudo fica esquecido; a atenção do público se volta para manchetes sensacionais, espetaculares que fazem do "circo humano" o palco da sociedade midiológica, assitida pelos usuários passivos, que choram, riem e pedem desculpa pelos mesmos pecados desde os tempos de Adão e Eva. É como se dar esmola ao mendigo fôsse o mesmo que lavar as chagas do leproso. Visitem blogs que contam a tragédia de Santa Catarina de diversos pontos que passam pelo viés noticioso, fraternal, cristão e até mesmo valorativo do poder que os blogs têm nas situações de emergência e desastres, que aproxima pessoas distantes, e dá visibilidade a anônimos internautas que com suas câmeras registraram fatos que o Brasil viu nos Jornais Nacionais da TV. PapodeHomem: http://papodehomem.com.br/enchentes-santa-catarina-convocacao-da-tropa/ Curiosando: http://www.curiosando.com.br/11/2008/apoio-as-vitimas-das-enchentes-em-santa-catarina/ o biscoito fino e a massa http://www.idelberavelar.com/archives/2008/11/doacoes_a_santa_catarina.php inominatus http://www.inominattus.com/?p=598

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ANONASMENTE

CHERIMOYA - Nome científico: Annona cherimola Lill. O nome da fruta é que nem o nome da gente; tem a cor e o paladar pessoal, universal. Esta, em especial, é do povo americano, tropical; pertence a uma família que tem mais de 50 espécies. Daqui só podemos imaginar, com a falta do paladar, do tato, do cheiro e do olhar, só resta visitar o site oficial deste ser magnifíco catalogado, datado, carimbado para voar no mundo da informação e do conhecimento. Tá aqui ó: http://www.plantamed.com.br/plantaservas/generos/Annona. junto com um montão de outras plantinhas amigas. Detalhe se guardar a semente para plantar não deixe ela ir na boca ou na geladeira; não gora. The genus Annona comprises more than 50 species of trees and shrubs; native to tropical America. Agora entendo as viagens da meninice, embalado pelo vento, sobre os galhos da velha árvore de ANONA (anoneira?); tudo verdade ficcional no encontro com os Incas VENUSIANOS, os Maias TERRÁQUIOS, a macaca do Tarzã, o olhar esperto do Rim Tim Tim e a tristeza da cadela Laika, que viu a Lua de perto antes de sucumbir na guerra fria. Naquelas sessões de cinema do inconsciente não tinha pipoca, era Anona madura disputada com os sanhaços famintos, que sempre se fartavam da autêntica e sensual Cheri, que transladou minha meninice para o tempo do sem fim.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

MINAS DAS MATAS GERAIS - JF

Manchester Mineira, terra de Nava, Murilo Mendes, Mamão, Gabeira e Ana Carolina, Santo Antônio do Paraibuna, chora a morte do rio, que reage e ruge nos temporais; o trem atravessa a cidade com dezenas de vagões de pedra: gente, só o maquinista. iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com.br/maps?q=Juiz+de+Fora&ie=UTF8&oe=utf-8&client=firefox-a&ll=-21.473518,-43.214722&spn=1.232352,1.768799&z=9&g=Juiz+de+Fora&iwloc=addr&output=embed&s=AARTsJpNWCuWAGujs2dWnPF79vkXmwownQ"> Exibir mapa ampliado

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

CRISE - ROBSON CRUZOÉ

Não é a toa que a palavra crise tem duplo significado na lingua dos chinos: oportunidade e criatividade estão presentes no significado dessa palavra. Mas aqui, no ocidente, é diferente e haja Obamas e Lulas para nos fazer crer que esse momento é passageiro e que está tudo azul na América do Sul. Será que o G20 emplaca como marca de cachaça da boa? O que será que será? Com a violência dando as caras em nossas esquinas e os indivíduos se classificando entre depressivos, toxicômanos e panicados (nada a ver com os panificadores e sim com o pânico social)nos consultórios psiquiátricos e psicanalíticos, não podemos esperar muito mais do G20 que não mais uma revolução darwiniana - os mais aptos, fortes, jovens, inteligentes e bem preparados sobrevivem, os demais vivem como podem. E nós o que podemos fazer? Nonadas.

ANONADAS: anonadas

Juiz de Fora fica aqui: recorte e navegue no mapa do google disponível no site: http://maps.google.com.br/maps?q=Juiz+de+Fora&ie=UTF-8&oe=utf-8&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a&um=1&sa=X&oi=geocode_result&resnum=1&ct=title

ANONADAS: anonadas

Juiz de Fora é uma paisagem na parede, um lampejo na memória da janela desta cidade de Belo Horizonte, que de belo tem o nome e muitos vazios: faltam a serra, a paz nas ruas, a prosa nos cafés da praça sete e tantas outras mineirices, nem tão nostálgicas que esquecidas pela cidade nova, do Bel'vedere, dos condomínios policiados, da segurança de shopping centers. Sobra o Mercado Central e seu cheiro, e as rosas da Raul Soares ao pé do Jota Ka. Longe de mares e montanhas seguimos, navegantes, tropeiros, entre nodos e lances de conexões axiais; solidários em grupos de discussão, comunidades virtuais, my space, orkut, msn, blogs, fotologs, googlemanias e cidades invisíveis, habitadas por avatares amáveis e afáveis, amantes soturnos de casamentos irreais. Cadê o rio do peixe, o peixe do rio? O fogo secou? o gato comeu?. O trem, agora é metrÔ. O viaduto Santa Tereza e os butecos de poetas, malandros sambistas e filósofos da liberdade, também estão nas paredes em fotos e memória desbotada. Em tempos de marketing político, social, cultural e econômico, com suas leis de incentivo e malversação do bem público (vide valeriodutos), fica óbivio e besta andar impunemente, "à tôa na vida", por essas praças e ruas sem nome, com suas lucernas de neon e postes simétricos de concreto e árvores tortas, quase mortas, amarradas por cabos de aço. A cidade de verdade está lá no Google maps, com um balãozinho em cima. Os seus moradores foram abduzidos para o Second Life. Alí são avatares que matam, morrem, amam, compram e vendem - de "mentirinha"; e pensar que a infância, cartilha de pedófilo para manchete da mídia-espetáculo ainda tem o rosto do anjo! Anonadas. Fruta farta e saborosa, que guarda sabor de nove frutas em si. Quem souber de uma muda dessa rara esperança mande um emeiu, preciso recuperar aquele cheiro de maçã de suas flores na primavera.