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domingo, 14 de dezembro de 2008

poesia concreta - o projeto verbivocovisual

CATATAU E CATARINA Eram palhaços do "Grande Circo Humano", que seguia temporada naquela cidadezinha sulista encravada na serra. Apesar do dia de chuva, o público aqueceu a atmosfera circense na certeza de que "a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo" e assim foi. Na abundânica de água que caía da esfera celeste, a lona, remendada no meio, não aguentou o peso da "tromba d'água" e desabou sobre o picadeiro, bem em cima dos palhaços, que abafavam o som das trovoadas com suas cornetas, bumbos e algazarra fanfarrona. Daquele rombo na lona dissolvia-se um céu em fios de chuva a brilhar em reflexos dos holofotes; a intempérie do tempo virou parte do espetáculo; nem pipoqueiro e nem a meninada arredavam os pés do lugar; esticavam pescoço e levantavam golas e sobrolhos, entre secos e molhados, de ôlho vivo na cena do picadeiro. Catatau e Catarina, pobres heróis, esfarrapados, molhados até a alma, suscitavam risos e lágrimas no público, que, no final, aplaudiu com força e alegria prá espantar o molhado da chuva no corpo. Muita gente saiu de alma lavada e vida nova de esperança. Naquela noite, Catatau e Catarina dormiram felizes, encharcados e abraçados; aquecidos em si e esquecidos no balanço da rede, sob a jaula dos tigres asiáticos. O dia amanheceu de sol virado, turistas e curiosos assistiam aos tratadores e seus animais exóticos. Naquela noite Catatau e Catarina sonharam com uma lona nova, cama de colchão, travesseiros, coberta de linho e cobertor de lã. A manhã de domingo mal começava a esquentar. Dedico essa história aos heróis do vale do Itajaí, em Santa Catarina, que sabem recomeçar sempre do mesmo lugar em que ficaram quando perderam tudo na última enchente. Que os pobres exijam o respeito e a dignidade a que fazem juz na Terra de Deus e dos seres vivos. Tragédias urbanas, intempéries da natureza, crise do capitalismo mundial, desemprego e quebra de bancos são rotinas que carecem de um poeta para serem compreendidas por simples mortais; na falta de Machado, João, Carlos, Quintana e outros que partiram "num rabo de foguete", reconfiguro as linhas e retículadas concretas da digitalização cultural tropicalista. Deleto o "fuuudeu! funkrockpopipocatimbaladacariboca da rapaziada azucrinada boboca; pesco na grande teia o repertório dadaísta da música, poesia e as artes visuais e, num decalque fugaz, escapo da banalização midiatística das tragédias corrosivas do "aqui e agora". Saudosismo? Não: Lembrança. Quem não viu, vê agora, quem já viu reveja os HELIOTAPES [entrevistas do artista Hélio Oiticica (1937-1980) gravadas nos anos 70 em Nova York, com Haroldo de Campos e outros intelectuais e artistas que viviam o Brasil de fora]. "BRASIL AME-O OU DEIXE-O" - TRINTA ANOS DEPOIS pROMETO nÃO lEMBRAR dO fAMIGERADO (AI 5); dE sUA iNFLUÊNCIA nEFASTA nOS gOLPES mILITARES E dITADURAS lATINOAMERICANAS sUCESSIVAS nA aRGENTINA, uRUGUAI, E cHILE aDVINDAS dO pÓS 1968 , áPICE dO mILITARISMO bRASILEIRAO (cOSTA E sILVA) sOB oS aUSPÍCIOS dO sERVIÇO De INTELIGÊNCIA dOS eUA. para saber mais sobre a derrocada da inteligência pensante que veio com o Ato Institucional número 5 procure o oráculo do são Google ou de outro busca=dor wikipediado. Isso é um bom exercício contra a amnésia estrutural e a sistêmica. BARROCO EM LINHAS RETAS - RETÍCULARIZAÇÃO DO REAL Poetas e argonautas do ciberespaço um delicioso delírio verbosonorovisual, pré-tropicalista, que nos anos 50, 60, 70 e 80, do século 20, lançaram galáxias tupiniquins na GELÉIA GERAL, termo criado por Décio Pgnatari que, junto com os irmaõs Haroldo de Campos (1929-2003) e Augusto de Campos, ribombou no fenômeno da poesia concreta brasileira. Na memória volátil foi criado um link da mostra "Poesia Concreta- O Projeto Verbivocovisual" exibida em ago. e set. de 2007, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. O evento deixa documentos áudiovisuais e textos dos três signatários do moviemento concretista e dos cariocas Ronaldo Azeredo (1937-2006) e José Lino Grünewald (1931-1999) que podem ser pesquisados no site: poesia concreta - o projeto verbivocovisual IMPRENSA FOLHA DE SÃO PAULO, ilustrada, pg 3, 15 de agosto de 2007: "Poesia concreta ganha site e mostra histórica. Com vídeos aúdios e documentos, evento remomora o movimento dos anos 50". - Gabriela Longman DA REPORTAGEM LOCAL. A "Galáxia Gutemberg" trouxe informações sobre fato histórico cultural com distanciamento de meio século, o que é um átimo no tempo. No texto jornalísitco da Gabriela um dos curadores da mostra, João Bandeira, fala da arquitetura do evento: "Os poemas já foram concebidos como objetos. O que fizemos foi agigantar sua escala e ajustá-los á nova tecnologia. Não é uma releitura'. (...) Tentamos levantar aspectos da poesia concreta que não estão muito colocados como a visualidade do poema fora do espaço do livro e a difusão internacional". Junto com João, a curadoria da mostra contou com Cid Campos, Walter Silveira e Lenora de Barros. Para mim no jornalismo existem dois tipos de fatos: os que são e os que não são fatos, a durabilidade os determina. PRÓXIMO PROGRAMA: VALE A PENA VER DE NOVO UM NOVO. prestenção: num faço propaganda e nem análise de sitio neste blogue. prefiro exercer o direito de jornalista e escrever o que quero, com ética e a semvergonhice de ser um "pobre homem do Caminho Novo das Minas dos Matos Gerais", que nem Pedro Nava no seu "Baú de Ossos". representar: Escrever, contar, dizer e mostrar o visto, do ponto de vita de quem viu, moa a quem moer.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

SANTA CATARINA, ORAI POR NÓS POBRES PASTORES E PECADORES. O Brasil do povo chora, reza e se benze num espanto só ante tragédias frequentes e imprevisíveis pelos serviços metereológicos, encenado pelas "garotas do tempo", galantes e sorridentes, imparciais nos jornais nacionais da televisão. O outro Brasil, que não é povo, a elite, se penitencia e pede perdão pelos pecados que cometeu e que não cometeu; a cena se repete para glória do capital que reconstrói prédios, casas e pavimentações públicas danificadas nas tragédias urbanas. De culpados já foi dito de vários: o aquecimento da Terra, lixo nas ruas, asfalto, urbanização caótica, e por aí vai; o mais correto seria assumirmos nossa civilização decadente. Ora bolas ! somos todos responsáveis se assistimos passivos a destruição de florestas, matas ciliares, que deixam nuas as encostas e aflitas as populaçoes ribeirinhas. Somos responsáveis ao admitir a ambição desenfreada do capital finaceiro internacional a promover queimadas, desmatamentos e ocupações ilegais da Amazônia, Acre, Rondônia e de outros rincões do território brasileiro. Catarina, Aparecida, santas das águas profundas, mitos legendas, orai por nós, enquanto troar nossa impávida emoção digital perante desastres iminentes; desconexos da responsabilidades de nossas ações, determinantes à pela sobrevivência da vida da Terra, assombroso presente que deixaremos às nossas futuras gerações. A última tragédia vem do Sul. Ave Catarina, Santa, orai por nós! A Defesa Civil computa 97 óbitos no litoral catarinense: Ilhota, Brusque, Gaspar, Blumenau, Jaragua do Sul, Pomerode, Bom Jardim da Serra, Luis Alves, Rancho Queimado, Benedito Novo,Rodeio, Itajaí, São Pedro de Alcântara e Florianópolis - vamos reconhecê-las no mapa de São Google, que a tudo vê: http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&hl=en&msa=0&msid=113088242546194726426.00045c8448066674a6b57&ll=-26.828973,-48.913879&spn=1.05389,1.153564&z=9&source=embed Pena que o olhar digital, via satélite espacial, do onisciente são Google, ainda não possa mostrar, cá embaixo, a miséria humana do pobre, os mais sacrificados nas tragédias naturais e providenciais. Nestes instantes, todos ficam cheios de compaixão pois, como disse o sociólogo Emile Durkhein, a solidariedade é um ato dos seres em extinção. Nestas ocasiões, como nas guerras, entram em ação os sistemas humanitários do Corpo de militares Bombeiros e da Defesa Civil; deveriam agir na prevenção, mas a falta de planejamento, avaliação científica dos problemas que antecedem catástrofes e compromisso dos dirigentes políticos não atinge a GOVERNANÇA pública, anunciada pela internet; o socorro chega no limiar da precipitação catastrófica, na maioria das vezes, depois: falta inteligência, daí nossa indigência política. Informações confiáveis estão no site da Defesa Civil de Santa Catarina, disponível em: http://www.defesacivil.sc.gov.br/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1 Acessado em: 26/11/08. Blogueiros catarinenses alertam: depósitos bancários para ajuda às vítimas devem ter confirmados seus dados de acordo com lista fornecida pela Defesa Civil; cuidado com os oportunistas que aproveitam-se de tragédias alheias. Através de portais noticiosos e blogs, internautas se informam e divulgam a tenebrosa cena:"Hoje pela manhã, quando saí de casa para trabalhar, o cenário era de um filme de terror e o pior é que a chuva ainda não parou", relata Sonia Santos, moradora de Blumenau, que sugere: "Vale a pena pensar um pouquinho. São muitas mortes, muitos desabrigados, fora as pessoas que estão soterradas," no blog do Jean Cardoso, participante ativo Jornalistas perguntam: Quem é o responsável ? As respostas se ocultam entre publicidades e games, num vendaval de informações desconexas e convergentes à postura única das agências oficiais - temos uma certeza: Deus está fora de qualquer suspeita, pois não é conivente com a burrice dos humanos. A natureza é sábia, bastava observá-la com carinho e atenção para assimilar seus conhecimentos empíricos - será que os políticcos lembram das enchentes passadas, que geraram sofrimento e perdas ao povo catarinense nas duas últimas décadas do século 20?. Presidente Lula sobrevoa o Itajaí-Açú Foto/ Matéria - Último Segundo - Disponível em: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/26/lula_sobrevoa_regioes_atingidas_pelas_chuvas_em_santa_catarina_2612845.html Acessado em 26/11/2008. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoa, na tarde desta quarta-feira o rio Itajaí-Açu, que atravessa as regiões mais afetadas pelas chuvas em Santa Catarina. Imagem: Último Segundo - iG De volta a Brasília, Lula deve assinar uma Medida Provisória no valor de R$ 1,6 bilhão para ajudar os Estados atingidos pelas chuvas, segundo o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach em matéria do iG. ... e as outras tragédias, Presidente, quanto vão custar ao erário? RELEVO, ALTITUDE, CATACLISMO, ASFALTO E FALTA DE INTELIGÊNCIA; A CIÊNCIA OPINA. Para a ciência, fatores climáticos favoreceram o evento: "As fortes chuvas que afetaram o Estado de Santa Catarina foram geradas pelo encontro de duas massas de ar: uma fria vinda do oceano e outra quente formada no continente. Ventos intensos soprando do mar aumentaram a umidade das nuvens, que já estavam carregadas. Um sistema de baixa pressão já causava mau tempo e intensificou as chuvas. Informa o lead do Último Segundo do portal iG, disponivel em: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/25/coincidencia_de_fatores_gerou_chuvas_em_santa_catarina__2610077.html acessado em: 20:52 25/11/2008. O periódico digital do iG, escutou a professora de climatologia da Universidade de São Paulo (USP), Maria Elisa Siqueira da Silva. Para ela, o sistema causador das chuvas sobre o Atlântico Sul estacionou sobre a região provocando a "convergência das precipitações" de água no Estado. Recorto aqui o depoimento da professora Elisa, que ajuda a "pensar um pouquinho", como sugere a internauta catarinense. Elisa busca na geografia a base de suas observações: “O relevo de maior altitude provoca a ascensão do ar, carregando a umidade para as nuvens”. Lembra que as regiões de encosta são “naturalmente desprivilegiadas com chuva forte”; o solo encharca e tende a ceder. Sutil, dá um puxão de orelha na governança pública: “As pessoas e os órgãos de planejamento dão pouca importância para as pessoas que estão nas encostas, não há planejamentos para a ocupação dessas áreas”. O relevo é fator preponderante na ocorrência desse tipo de tragédia, como mostra a professora: “A região de vale é mais propensa aos alagamentos se não houver um plano de escoamento de água. Nas cidades localizadas nessas regiões, é interessante que a sociedade, os políticos, se organizem para melhorar o planejamento sobre escoamento das águas”. É sabido e notório que o asfaltamento das ruas nas cidades impede a penetração da água nos solo e favorece as enchentes. Elisa acredita que o relevo não é o único vilão desta tragédia: nos próximos dias, cientistas da do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) da USP vão realizar estudos e avaliações nos solos do Estado, principalmente no Vale do Itajaí, informa o portal iG (Último Segundo de ontem, 25/11/2008). As informações entram por nossos poros oriundas dos nós da comunicação presentes nas redes (fotolog, blog, flickr, orkut, my space etc), encorpada pelos grandes portais como yahoo, ig, uol, hotmail, google, e pelas redes de televisão, jornais e rádios, que compõe o conglomerado econômico das empresas de comunicação de massa. Tudo que comunica. Grita. "Eu só quero ser escutado" já disse McLuhan - SOCORRO!!! ninguém vê o pedido solitário, o oculto da fotografia, a lágrima que não caiu. Veja a tragédia a cores e em tempo real, entre publicidades e apelos tecnológicos e depois consuma. É como o efeito das telenovelas, falisidade divertida. Barrigas Verdes, catarinenses, gente bonita de Floripa, estou com voces na reconstrução, que espero ser diferente das anteriores que só tiravam o barro, enterravam os mortos e pagavam moradias novas sem resolver o velho problema da revolta das águas. E daí, se não houver suíte, jargão jornalístico que significa dar continuidade a um assunto, amanhã tudo fica esquecido; a atenção do público se volta para manchetes sensacionais, espetaculares que fazem do "circo humano" o palco da sociedade midiológica, assitida pelos usuários passivos, que choram, riem e pedem desculpa pelos mesmos pecados desde os tempos de Adão e Eva. É como se dar esmola ao mendigo fôsse o mesmo que lavar as chagas do leproso. Visitem blogs que contam a tragédia de Santa Catarina de diversos pontos que passam pelo viés noticioso, fraternal, cristão e até mesmo valorativo do poder que os blogs têm nas situações de emergência e desastres, que aproxima pessoas distantes, e dá visibilidade a anônimos internautas que com suas câmeras registraram fatos que o Brasil viu nos Jornais Nacionais da TV. PapodeHomem: http://papodehomem.com.br/enchentes-santa-catarina-convocacao-da-tropa/ Curiosando: http://www.curiosando.com.br/11/2008/apoio-as-vitimas-das-enchentes-em-santa-catarina/ o biscoito fino e a massa http://www.idelberavelar.com/archives/2008/11/doacoes_a_santa_catarina.php inominatus http://www.inominattus.com/?p=598

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

ANONASMENTE

CHERIMOYA - Nome científico: Annona cherimola Lill. O nome da fruta é que nem o nome da gente; tem a cor e o paladar pessoal, universal. Esta, em especial, é do povo americano, tropical; pertence a uma família que tem mais de 50 espécies. Daqui só podemos imaginar, com a falta do paladar, do tato, do cheiro e do olhar, só resta visitar o site oficial deste ser magnifíco catalogado, datado, carimbado para voar no mundo da informação e do conhecimento. Tá aqui ó: http://www.plantamed.com.br/plantaservas/generos/Annona. junto com um montão de outras plantinhas amigas. Detalhe se guardar a semente para plantar não deixe ela ir na boca ou na geladeira; não gora. The genus Annona comprises more than 50 species of trees and shrubs; native to tropical America. Agora entendo as viagens da meninice, embalado pelo vento, sobre os galhos da velha árvore de ANONA (anoneira?); tudo verdade ficcional no encontro com os Incas VENUSIANOS, os Maias TERRÁQUIOS, a macaca do Tarzã, o olhar esperto do Rim Tim Tim e a tristeza da cadela Laika, que viu a Lua de perto antes de sucumbir na guerra fria. Naquelas sessões de cinema do inconsciente não tinha pipoca, era Anona madura disputada com os sanhaços famintos, que sempre se fartavam da autêntica e sensual Cheri, que transladou minha meninice para o tempo do sem fim.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

MINAS DAS MATAS GERAIS - JF

Manchester Mineira, terra de Nava, Murilo Mendes, Mamão, Gabeira e Ana Carolina, Santo Antônio do Paraibuna, chora a morte do rio, que reage e ruge nos temporais; o trem atravessa a cidade com dezenas de vagões de pedra: gente, só o maquinista. iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com.br/maps?q=Juiz+de+Fora&ie=UTF8&oe=utf-8&client=firefox-a&ll=-21.473518,-43.214722&spn=1.232352,1.768799&z=9&g=Juiz+de+Fora&iwloc=addr&output=embed&s=AARTsJpNWCuWAGujs2dWnPF79vkXmwownQ"> Exibir mapa ampliado

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

CRISE - ROBSON CRUZOÉ

Não é a toa que a palavra crise tem duplo significado na lingua dos chinos: oportunidade e criatividade estão presentes no significado dessa palavra. Mas aqui, no ocidente, é diferente e haja Obamas e Lulas para nos fazer crer que esse momento é passageiro e que está tudo azul na América do Sul. Será que o G20 emplaca como marca de cachaça da boa? O que será que será? Com a violência dando as caras em nossas esquinas e os indivíduos se classificando entre depressivos, toxicômanos e panicados (nada a ver com os panificadores e sim com o pânico social)nos consultórios psiquiátricos e psicanalíticos, não podemos esperar muito mais do G20 que não mais uma revolução darwiniana - os mais aptos, fortes, jovens, inteligentes e bem preparados sobrevivem, os demais vivem como podem. E nós o que podemos fazer? Nonadas.

ANONADAS: anonadas

Juiz de Fora fica aqui: recorte e navegue no mapa do google disponível no site: http://maps.google.com.br/maps?q=Juiz+de+Fora&ie=UTF-8&oe=utf-8&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a&um=1&sa=X&oi=geocode_result&resnum=1&ct=title

ANONADAS: anonadas

Juiz de Fora é uma paisagem na parede, um lampejo na memória da janela desta cidade de Belo Horizonte, que de belo tem o nome e muitos vazios: faltam a serra, a paz nas ruas, a prosa nos cafés da praça sete e tantas outras mineirices, nem tão nostálgicas que esquecidas pela cidade nova, do Bel'vedere, dos condomínios policiados, da segurança de shopping centers. Sobra o Mercado Central e seu cheiro, e as rosas da Raul Soares ao pé do Jota Ka. Longe de mares e montanhas seguimos, navegantes, tropeiros, entre nodos e lances de conexões axiais; solidários em grupos de discussão, comunidades virtuais, my space, orkut, msn, blogs, fotologs, googlemanias e cidades invisíveis, habitadas por avatares amáveis e afáveis, amantes soturnos de casamentos irreais. Cadê o rio do peixe, o peixe do rio? O fogo secou? o gato comeu?. O trem, agora é metrÔ. O viaduto Santa Tereza e os butecos de poetas, malandros sambistas e filósofos da liberdade, também estão nas paredes em fotos e memória desbotada. Em tempos de marketing político, social, cultural e econômico, com suas leis de incentivo e malversação do bem público (vide valeriodutos), fica óbivio e besta andar impunemente, "à tôa na vida", por essas praças e ruas sem nome, com suas lucernas de neon e postes simétricos de concreto e árvores tortas, quase mortas, amarradas por cabos de aço. A cidade de verdade está lá no Google maps, com um balãozinho em cima. Os seus moradores foram abduzidos para o Second Life. Alí são avatares que matam, morrem, amam, compram e vendem - de "mentirinha"; e pensar que a infância, cartilha de pedófilo para manchete da mídia-espetáculo ainda tem o rosto do anjo! Anonadas. Fruta farta e saborosa, que guarda sabor de nove frutas em si. Quem souber de uma muda dessa rara esperança mande um emeiu, preciso recuperar aquele cheiro de maçã de suas flores na primavera.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

PAIXÕES ELETIVAS- PULSÕES SELETIVAS

Eleições, amnésia política, cenário nacional. Papéis inúteis, fúteis, a voar pelas ruas e entulhar de lixo político nossos parcos passeios públicos. Milhões de reais gastos em marketing eleitoral. O zero do voto nulo não conta nesta probabilística da sorte ("aos vencedores, as batatas"). Trocam-se ministros e prefeitos, mas a política é a mesma; depende da vida de seres humanos e a vida, como disse o José Saramago, "não é como o livro, que se vira a página". A vida é ... um moto contínum, ofício de viver vale a vivência, é ver e crer, crer pra ver. Aqui, política se faz na lei das conveniências e no jogo das contradições. Voto pelo direito de não votar quando não se em quem votar.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

EVOÉ, Jornalistas ao vento....

A turma de jornalista formados na Unipac de Teófilo Otoni está aí; peguem seus diplomas, registrem no Ministério do Trabalho e vamos lá! profissão: repórter de jornal, rádio, tevê ou web, escritor, documentaristas, seja lá o que for, ser jornalista é mutio mais, é construção de um mundo novo, com honestidade, visibilidade, pois os indivíduos passam, mas a história fica. O tempo de escola é ponto de partida, sugestão de bibliografia, projetos e práticas dos primeiros ensaios de comunicação; agora é lida, estudo compromissado consigo, pós-graduçaõ. A ética pessoal e a poética ficcional vamos aprendendo na tecitura de nossa narrativa-vida, nas navegaçõs inter-ciberespaciais, inter-conexões pelo ciberespaço. O mundo é aqui e agora: TEEÓTILO OTONI é o começo e fim desse mundo, rodeado de chão, rio, mato e gnete por todos os lados. O lugar é o onde: ITAMBARUCURI, PADRE PARÁISO, ÁGUAS FORMOSAS, FREI INOCÊNCIO, FREI GASPAR, CAMPANÁRIO, LADAINHA, ALPERCATA, GALILÉIA, ATALÉIA, OURO VERDE DE MINAS, POTÉ, MACACHETA, ÁGUA BOA, ITAÍPÉ, Rios: TODOS OS SANTOS, MUCURI, DOCE E JEQUETINHONHA, banham lugares e gentes,eos peixes estão morrendo de sede de água boa; CAPELINHA, PAVÃO, ÁGUAS FORMOSAS, MEDEIROS NETO. LEJEDÃO, NANUQUE, GOVERNADOR VALADARES e seu Pico do Ibituruna nos VÔOs LIVRE. Cada lugar canta sua liberdade, sua história o falar de seu povo. DEIXO AQUI UMA REPORTAGEM HISTÓRICA COM UM HOMEM QUE SONHOU UMA SÓ AMÉRICA ... SEU NOME: ERNESTO. DEIXOU SUA FAMÍLIA E A MEDICINA PARA LUTAR POR SEU SONHO E PAGOU COM A VIDA SEU IDEAL DE LIBEDADE. video 'CHE', embaixador de Cuba, visita o presidente Jânio Quadros, em Brasília, antes que os militares e a inteligência americana capitalista dessem o golpe de 31 demarço de 1964. Ser Jornalista nesta época era assinar atestatado de morte ou "ser cachorro do governo". "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades", algo assim, disse Camões. Hoje, sugiro que os concurseiros jornalistas lutem por um espaço na Esfera Pública. A opotunidade é o concurso que a Câmara Municipal de Belo Horizonte: veja o site da Fundep <http://www.fundep.br/concursos> ou da CMBH. As inscrições são pela internet (7 a 21 de outubro); taxa R$ 75,00 e salário R$2.990,78 - para 30H de serviços semanais. Conheci a palarva "concursero" aí, quando visitei a querida jornalista Rúbia Neves e seu artista marido, maestro da Orquestra Santa Cecília, Fernando. Gente Fina é outra coisa. O Aurélio ainda não incluiu o verbo concursar - arrisco concursêro, sem eira nem beira, pois o som do sertão fla mais alto nas minhas preces ao São Glauber. Em tempos de desemprego de jornalista velho, uma saída é garantir uma "boquinha" e aposentar ou então ... ir prá rua e enfrentar a fera. Como já disseram, se Karl Marx vivesse agora não estudaria o trabalho e sim o desemprego. Vou fazer uma "boquinha" no café quentinho e fumar meu paieiro enquanto seu lôbo não vem.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

PATRONADO

ok voltei de Teófilo Otoni, patrono de 13 jornalistas bem intencionados - dispostos a enfrentar a fera e agarrá-la, com unhas e dentes - e tensionados pelo presente, que como diz Slavoj Zizek, no caderno Mais! da Folha de São Paulo de domingo passado, presente em que "não existe realidade objetiva: nossa realidade consiste em múltiplas históris que nos contamos sobre nós mesmos". Porreta o Zizek, acertou na mosca ao comentar este episódio histórico que envolve imperialists da Rússia pós-soviética e EUA, na disputa pelo heróico Estado moderno da Geórgia. Pena que o Zizek não estava naquela mesa de colação de grau de 13 jornalistas e dezenas de cientistas da informação, que ganharam, de nobres senhores, seus canudos e o direito de estar na história de seu tempo. Um leve incômodo pairou na mesa na fala da paraninfa dos jornalistas (Mônica Moreira - teofilotonense da gema, que coordenou o curso de jornalismo da Unipac de Teófilo Otoni, com garra e muito humor). O que ela disse é bastante óbvio, mas é aí que mora o perigo, como dizia Darcy Ribeiro. Mônica lembrou de pequenas coisas, que nos esperam na lida pela vida, entre tantas guerras higiênicas, étnicas, do bem contra o mal, em prol das riquezas petrolíferas e tal, a corrupção, a construção do caráter, a família e "os políticos mulherengos". Bah! o representante do deputado Bonifácio Andrada, também jornalista, comentou "a boca pequena" com seu vizinho de mesa, diretor da Unipac TO, Márcio Schubert, algo que soou como um grunhido... que eu, particularmente, traduzi como "inconveniência do discurso". Mas qual discurso convém? a quem? a qual negócio ou instituição? Perguntas que nós, jornalistas, escritores, historiadores, enfim, narradores de nossa época, nos defrontamos no dia-a-dia. Perguntas que geram perguntas a nossas mentes inquietas, nestes textos sem tempo para revisão, nos dead lines da comunicação pós-moderna, instantânea, cabeada em redes virtuais e ... Puff! fugáz. Na ida, de Belo Horizonte a Teófilo Otoni, cerca de oito horas de janela mostraram um Brasil pintado de verde e azul, sofrendo com os casebres, a terra seca pela falta de chuva, os bois meditativos sob árvore solitária no pasto. Na volta as mesmas horas de janelas, encurtadas pelo sono, silêncio do ronco do motor na rolagem do ônibus pela estrada e escuridão do "lá de fora" onde bois, passarim, gente e mato se cobriam de noite. No meu peito, de romântico em extinção, revolucionário que acredita na vitória final do povo pela cultura e civilização, os amores que ficaram sorrindo em minha memória naquela cidade, quase na Bahia, criada por alemães, iranianos, libaneses e outras etnias que, colonizadore, exterminaram seus ancestrais "botucudos", índios brasileiros valente, antropófagos, que justificam o gosto e a peculiaridade saborosa da carne de sol, tão farta naquela região, acompanhada de uma cachaça "da boa". Trouxe comigo o primeiro jornal daqueles jornalistas que fazem a diferença na cidade: "O Arauto dos Vales", publicado em 05 de agosto de 2oo8. Quero comentar no próximo POSTE. pARa encerrar esta conversa comigo mesmo digo que a placa de aço, contendo o texto e a honra de ser PATRONO destes jovens guerreiros, servirá ao meu neto Felipe, ao mostrá-la a seus netos e contar a história do tempo em que seu avô foi HERÓI DO SERTÃO, sob as bênçãos de São Glauber e Padre Eustáquio.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

JORNALISTAS DE TEÓFILO OTONI

JORNALISTAS NO SERTÃO. É um sentimento de felicidade e gratidão voltar a Teófilo Otoni, cidade do nordeste mineiro, localizada no vale do Mucuri. Na ocasião, como convidado a ser patrono da primeira turma de Jornalistas da Unipac, curso que coordenei em 2006. A foto de construção do campus, disponível no portal da Unipac-TO , acessada neste poste, mostra a fase de construção do empreendimento, registro de um sonho, compartilhado por jovens estudantes, professores, diretores e funcionários do campus de Teófilo Otoni, construído sobre um manancial de água, no centro da cidade hospitaleira. O prédio virou ponto turístico nos finais de semana. Vivi o primeiro ano de implantação desta fábrica de ensino (usina de conhecimento) cujo foco do negócio está voltado para as demandas do mercado laboral globalizado, e para o desenvolvimento cultural da região. Disposição, suor e dedicação não fataram aos funcionários, estudantes e professores envolvidos na fase inicial deste empreendimento, que tem a chancelaria do Deputado Federal, Magnífico Reitor da Unipac, Bonifácio Andrade. Um projeto que pensa a educação e o marketing como processos de gestão do conhecimento. É neste cenário que os primeiros Jornalistas surgem e chegam com um novo jornal: "O Arauto", gestado no sentimento de luta e liberdade dos jovens discentes de Comunicação Social, Jornalismo. O curso talvez não continue, afinal no sertão jornalista e radialista ainda são nomeados pelo circuito empresarial, político e clerical; para se ter uma idéia, essa brilhante cidade do Mucuri, banhada pelo rio Todos os Santos, que se esvai na poluição, pode até receber a medalha de ouro olímpico em processos do sindicato dos jornaslistas de BH: 15 processos (veja no portal "Jornalistas de Minas", disponivel em: . Acessado às 23:24 de 20/08/08). Amanhã cedo embarco para Teófilo Otoni, com saudade dos jovens amigos, com esperança nos jovens jornalistas, certo de que a juventude é a eternidade pensada, vivida, sonhada e representada no presente. Levo na bagagem a certeza de que ser Jornalista é escrever, ler e registrar as imagens de nosso tempo; como disse João do Rio: "O literato do futuro é o homem que vê, que sente, que sabe porque aprendeu a saber, cuja fantasia é um desdobramento moral da verdade, misto de impossibilidade e sensibilidade, eco de alegria, da ironia, da curiosidade, da dor do públio - o repórter". (MEDINA, Cremilda. Notícia Um Produto à Venda - Jornalismo na sociedade urbana e industrial. Editora Alfa-Omega: São Paulo. 1978, pg.63).
Vamos lá que já é hora: eu, minha caneta e meu bloquinho de notas. Anoemeio depois volto a TO no pensamento do Paulo Barreto (Cinematógrapho, Porto, Chardron, 1909) citado pela jornalista Cremilda Medina(1978:62): "Eu nunca tive a nostalgia hereditária que acha o tempo passado bom tempo. Para mim, hoje é sempre melhor do que ontem e pior do que amanhã".
Avante jovens colegas Jornalistas, há muito o que contar sobre o Vale do Mucuri. E, quanto aos cursos de Jornalismos, penso como os gaúchos: vai depender da sociedade.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Vamos lá leitor blogueiro oculto visite o delicado espaço virtual de uma artista da comunicação humana em: O nome dela é Ana Paula. O tamanho e o talento para comunicar o visível e o invisível dão várias braçadas em torno de nossa querida casa Terra. Ana, prá lá e prá cá, anA. Ela conhece o segredo invisível da luz oculta do "mundo sem luz", e brilha, segue a brilhar, Sampa merece esta pequena grande estrela, que brilha, não para si, como as estrelas globais, mas para os olhos que vêem e sentem.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

ANONADAS: MINISTRO POETA

ANONADAS: MINISTRO POETA

MINISTRO POETA

"Caminhando, cantando e ouvindo a canção..."

Gilberto Gil deixa a imagem oficial de Ministro e volta à de artista de seu tempo; confirmando a profecia de Andy Waroh: todos terão os seus 15 minutos de fama. Gil foi ministro da cultura da Republica Federativa do Brasil no segundo mandato do presidente Luis Inácio Lula da Silva, sem sobra de dúvida, o presidente com maior índice de popularidade nas pesquisas.
Gil volta à arte.

ARTE, CULTURA E CIVILIZAÇÃO

Nos idos 70, a chegada de uma nova canção de Gil, Caetano, Milton Nascimento no "clube da esqulina" e Chico B. de Holanda, era esperança para MILHARES de jovens que escapuliram das barras da torturas e das mortes anunciadas nos porões da ditadura militar brasileira.
Muitos jovens foram lançados de helicópteros em alto mar e outros não aprenderam a nadar e foram ao fundo do poço com as drogas ilícitas.
A limpeza étnica, política-ideológica hoje é mais sutil, tem marquete e quem manda é o mercado financeiro globalizado, que não se impõe só pelas fardas e brazões assinalados.

Uma foto do então ministro Gilberto Gil foi publicada na seção dos famosos do msn na véspera de sua despedida docargo público, junto com a foto do jovem músico Thiago Rodrigues, que teve seu instante de fama e protesto:
"Como é que pode? A Polícia Federal vai atrás, prova que os caras estão na corrupção pesada e aí vem o bonitão do Gilmar Mendes e manda soltar. Deve ter o rabo preso. O que esse senhor faz é um absurdo."

Vou falar de legendas pois as fotos "se fu" - deletei - pois têm direito autoral. Mas descrevo-as: A foto do "Tico", que lançava o protesto pelo NÃO estava lá na FAMOSIDADES-GALERIA: ARTISTAS NA POLÍTICA do msn (será que estão arquivadas ?) - junto com as fotos de dois artistas de que reproduzo as legendas:
- "O ator Stepan Nercessian já se afastou de suas atividade da TV Globo para se candidatar à vereador no Rio de Janeiro" e "O cantor Gilberto Gil aceitou o convite do presidente Lula e está à frente do Ministério da Cultura em seu governo" Lembro nesta revisão que a foto do Gil foi publicada pelo msn um dia antes da notícia de sua saída do Ministério da Cultura.

O fato e a imagem são etéreos - ubíquos e sem durabilidade no espaço absurdo do tempo sem tempo midiático. Eu cá nem sabia naquele instante da foto dos famosos do msn se o Gil ficava Ministro! Mas o artista, que não diria "engajado", mas senhor do seu tempo, essa fica, pois ele e seus contemporâneos da Tropicália, da Bossa Nova, da MPB e de outras bandas sonoras dos idos 50/60/70 tinham suas mensagens e indignações próprias e coletivizadas, trazendo à política o pensar, o sentir o mundo como um artista de sua época.














A presença daqueles jovens, preocupados com os destinos do Brasil, no espaço virtual de celebridades diárias do msn, em 25.7.2008 - 18h45 (matéria: "Grupo de artistas protesta contra a política brasileira - Thiago Rodrigues aderiu à campanha feita pelo cantor Tico Santa Cruz"), pode até "cheirar" a marketing político, mas não deixa de ser um eco do protesto nato, que a juventude traz em si e os "maduros", às vezes, perdem o gosto np gozo da velhice.
Pena que a matéria não deu o endereço do blog que propunha um "NÃO" aos políticos e à corrupção naquelas eleições de 2008. Tal utopia cibernética seria REVOLUCIONÁRIA (palavra proíbida na época de Che Guevara) e uma nova "onda" para o rascunho de destino de noss@s net@s.

A foto do Gil Ministro, de terno e gravata, não difere do Gil tropicalista, o sorrizo é o mesmo, a carnavalização da cena, também; o que muda é a pirotecnia das tecnologias da informação e da comunicação, com a maquiagem do poder e da cultura, engrossando o caldo da nossa "geléia geral" brasileira.

O espírito dos jovens artistas, incomodados, em suas idignações, indagações, segue o curso do rio chamado vida em nossa combalida casa chamada Terra.

Arte, Cultura e Educação é o começo da existência política do cidadão brasileiro.

Salve Tico, Thiago e Gil !!!. O que seria das nossas lutas diárias sem a canção, o sol, a chuva e as estrelas, em noite de lua cheia e perfume de rosas, jasmins e madressilvas e a presença do povo na praça da Liberdade?

sexta-feira, 11 de julho de 2008

एम् नॉमिनी दी


Caramba, como a virada dos dias e noites câmbia nossas idéias.
Nos posts anteriores viajei do Papa a Fidel e continuo, aqui, no mesmo lugar. Eu e minha gata "Branca de Neve", que curte o final de tarde na janela; sob o computador, a meus pés, o fiel Duque, cãozinho ciumento e "dono do pedaço", é intrasigente: não admite namoricos com sua "nina" - a gata branquinha.
Volto qui porque estou com fome de escrever, nem importa a quem, pois esse "quem" sai de minhas entranhas e estranha se voltar, pois já não sou o mesmo. Escrever e ver o escrito é lição de correção gramatical. No final das contas tudo depende dessa gramática, tão árdua de estudar e tão vital ao "bem viver", se é que existe o "mau viver".
Passo por aqui e deixo, como rastro, uma imagem comemorativa: a primeira comunhão de meu neto, coincidência: eu e minha mulher fizemos 33 anos de casados neste dia. Benção de Deus! ou o que valha, pois viver só vale a pena "se a alma não é pequena"(Fernando Pessoa)".
Questões que podem estar fora de moda, ou "demodÊ", cmo cantava Roberto Carlos na velha Jovem Guarda, mas casamento e primeira comunhão têm um q diferente no ámbito do conhecimento, experiência única, que hoje, não depende da sociedade impostora, com suas imposturas, mas dos indivíduos e da forma como lidam com suas experiências, amores e fé.
BY BI! BI! ... By, bi! bi!.
O que importa é que significamos aquilo que desejamos significar e aqui quero significar nada, lições do vento ... não há nada de novo sob o sol "mas sob o sol", como diz Maiakovski.

domingo, 9 de março de 2008

24 horas no dia

Está no evangelho (João 11, 1-45) a história de Lázaro, homem ressuscitado por Jesus, 4 dias após sua morte, ante as lágrimas das irmãs Marta e Maria e o escárnio do povo da Judéia. Cristo exortara seus discípulos a desafiar a ira dos homens de Betânia, que o apedrejaram em sua passagem pela cidade, quando ocorreram os sofrimentos de Lázaro. "O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não topeça, porque vê a lus deste mundo. Mas, se alguém caminha à noite, tropeça, porque lhe falta a luz". A fé, o amor de Cristo e as lágriams de suas irmãs, trouxeram Lázaro de volta à vida. Rompendo as amarras que o adornavam em sua tumba. Sou um ateu cristão. Acredito na história do ente Jesus Cristo, que foi assassinado pelos homens e tal crime se repete todo dia, há 2000 anos. Lázaro voltou à vida, não mais o mesmo, a sociedade não aceita o diferente, o sobrenatural, o que está fora dos padrões de normalidade elegidos pelas classes dominantes, pelos poderes constituídos. Caminhemos, seja de dia ou de noite, o cuidado com as pedras do caminho e com aquela que nos lançam os que não creem em nossos valores podem ser evitadas com a luz, por mais tênue que seja, desde que redobrada nossa atenção. Jesus nos ensinou a amarmos uns aos outros; condição sine qua non para o Reino de Deus, o Nirvana, para o "viver de morrer, morrer de viver" dito pelo filósofo do fogo e da mudança permante: Heráclito, um mestre anterior a Cristo. Nossas lágrimas e nosso pranto serão ouvidos por aqueles que amam seus semelhantes e vivem pela revolução, a trasnformação da vida em "festa, trabalho e pão". A hora é essa: agora. Se tivemos uma nova chance qual Lázaro, lutemos para que o milagre não seja em vão, o benefício seja a paixão de Cristo em seu amor pela humanidade. Pensemos nas amarras de Lázaro, nas prisões da matéria e dos sentimentos egoístas que nos assolam. Ir ao templo por obrigação cristã é pouco para aqueles que querem viver em estado de oração, de atenção e cuidado com as pedras do caminho. Hoje fui ao templo. Ouvi o silêncio dos crentes e o vazio das palavras do padre Luiz que ecoam nas paredes do santuário de Padre Eustáquio. Os que o viam e ouviam guardaram este silêncio, este vazio do que foi dito e não foi ouvido. Espero conseguir a graça de ser no presente um ato de vontade e fé na humanidade; conseguir o pão no exercício ético da comunicação pública. Ateu cristão tenho Cristo nas entranhas.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

anonadas


No terreiro de minha infância existia uma árvore frondosa e rica em frutos e pássaros. Ficava bem grudada nos fundos da casa, onde começava o terreiro, que ia dar num córrego. A fruta, chamada anona, tinha o sabor de nove frutas; suas flores, se abriam em um tripé com perfume de maçã.
E assim vivemos juntos. Subir naquela velha ávore, gangorrar em seus galhos, braços, foram as primeiras viagens de um astronauta que conheceu a cachorra Laika e o triste Gagarim, um dos primeiros heróis da televisão.
Nonada. Hoje aprendo com as rosas do Rosa e viajar ao passado e estar no presente, sem futuro, que não seja o do pretérito imperfeito. De certo, só a morte e a gargalhada do palhaço no circo.
Já havia começado essa história de blog em outras épocas. Se perderam como o efêmero dos bits e bytes. Retomo agora como dever de casa, exercício jornalístico de experiência narrativa seminal.
Conseqüência. A palavra ilustra a imagem que abre este texto; disponível em sobre a carta de renúncia de Fidel Castro. O velho líder cita outro velho comunista, o Oscar, prá lembrar que temos que buscar ser conseqüentes até o instante derradeiro.
O pé de anona não existe mais, o cheiro e a lembrança de seus frutos raros, sim. A casa foi demolida, abriga uma garagem de ônibus.
O perfume colorido e o charme da revolução utópica de Cuba, ao ritmo do merengue, com cuica, berimbau e tambor, no sorvo de um "morrito" fica no ar.
O que somos, ou melhor, o que fazemos do que conseguimos ser?
Meu caro "Mano Velho" trouxe sementes de anonas da Espanha; tentamos cultivá-las em Rio Acima, há 60 km de Belo Horizonte. Nasceram três pés e morreram antes de ser fruta: faltou o calor da "velha casa", o rolar de águas do ribeirão do Yung - que hoje está canalizado sob uma avenida em Juiz de Fora.
Neste primeiro post rendo homenagens ao "velho marinheiro", chefe da ilha da fantasia, que deixou de ser bordel para ser hoje um celeiro de idéias, e sobrevive, apesar da probreza de nosso continente latino-americano.